Despedida. De certo modo, se despedir é cortar da própria
pele alguma parte que fez de você o que você é hoje. É um corte visceral. Dói.
Dói e não é pouco. Deixei para trás o que não servia a minha felicidade. Foi
como abandonar um casaco pesado que não mais tivesse serventia, logo depois de
um inverno rigoroso, em um ritual executado pela minha mente. Meu corpo
compreendeu a necessidade de livrar de tudo o que era excesso. Carecia em ficar
com o corpo e mente leves.

