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Sobre noites insólitas [4]


Despedida. De certo modo, se despedir é cortar da própria pele alguma parte que fez de você o que você é hoje. É um corte visceral. Dói. Dói e não é pouco. Deixei para trás o que não servia a minha felicidade. Foi como abandonar um casaco pesado que não mais tivesse serventia, logo depois de um inverno rigoroso, em um ritual executado pela minha mente. Meu corpo compreendeu a necessidade de livrar de tudo o que era excesso. Carecia em ficar com o corpo e mente leves.