Banco. Era branco. Era branco e de madeira. Um simples banco
no meio do jardim de uma praça central servia-me para observar como a vida
cursava e quem estava comigo naquela caminhada. Sentado ali pude encontrar uma
verdade na frase que diz que os ausentes estão sempre errados. Aquele banco não
era apenas um observatório, mas era um monumento a minha própria memória. E não
apenas foram momentos de pura reflexão, mas de grandes momentos de êxtase.
Eu fui feliz em vários daqueles bancos. Houve momentos
tristes também. Mas os que ficaram gravados eternamente em mim foram as muitas
vezes em que fui provido de tamanha alegria sem fim. Manhãs, tardes e noites.
Amigos, amores e gente que ia e passava por aqueles bancos brancos. O banco
servia de muita coisa para todos naquele tempo: era confessionário, lugar para
declarações, além de ponto de resenhas que varavam a noite.
