Embroda, a mulher do fim do mundo, já alertava com
muito clamor, entre um gole e outro de pinga, sobre o perigo iminente que
corremos quando o homem recorre à mitificação de personagens que se tornaram
públicas. Cá, neste sertão baiano, era bem assim, dizia a mulher que se
recusava a virar lenda nas mãos de certos homens. Embra, como também era
chamada pelos mais simples, ainda lembra com certo sorriso de canto, meio que
debochando dos animais de rebanho, como costumava chamar muitos de nós, que
dotô Freud já dizia da necessidade que a gente tem de apelar à fantasia, à
invocação de figuras que nos ofereça soluções fáceis para problemas complexos. Ai-meu-deus! – dizia cás mãos na
cintura, meio que zombando da vida – filusufia
né pra qualquer um, não; tem que ter coragem pra pensar, anunciava,
mandando suas modéstias às favas, enquanto soltava fumaça de um cigarro de
palha.
Embroda, a mulher do fim do mundo, já alertava com
muito clamor, entre um gole e outro de pinga, sobre o perigo iminente que
corremos quando o homem recorre à mitificação de personagens que se tornaram
públicas. Cá, neste sertão baiano, era bem assim, dizia a mulher que se
recusava a virar lenda nas mãos de certos homens. Embra, como também era
chamada pelos mais simples, ainda lembra com certo sorriso de canto, meio que
debochando dos animais de rebanho, como costumava chamar muitos de nós, que
dotô Freud já dizia da necessidade que a gente tem de apelar à fantasia, à
invocação de figuras que nos ofereça soluções fáceis para problemas complexos. Ai-meu-deus! – dizia cás mãos na
cintura, meio que zombando da vida – filusufia
né pra qualquer um, não; tem que ter coragem pra pensar, anunciava,
mandando suas modéstias às favas, enquanto soltava fumaça de um cigarro de
palha.
