Em nenhum lugar recôndito dessa planície de pensamentos, disse àqueles que me cercavam: Orgulho-me da consciência ética – suprimindo qualquer vestígio de moralidade – a qual disponho em tempos de crise humanitária, essa vivida pelo mundo em dias cobertos pelas sombras da ignorância e tão repletos de descalabros.

Assim, em verdade vos digo que minhas convicções são como atos convergidos em escolhas políticas em seu sentido mais amplo possível. Há, por outro lado, gente revestida de boas intenções – em menor número acredito! – mas presas a guiões morais e ideológicos que cometem repetidas e insistentes vezes o mesmo erro do passado ao reproduzir o velho discurso da falsa salvação, de supostos atos heroicos maculados de moralidade, e que apenas revela a décadence do seu tempo.

Cegos, mesmo antes da aurora, se protegem da realidade tal qual ela é, da posição vexatória; se protegem com escudos e elmos anticorrupção, como se isso fosse possível, em um alarido de amor à pátria. Enquanto travam suas batalhas contra os próprios instintos, contra a vontade natural, a anticiência se une ao engodo, às mais variadas formas de tergiversar contra aqueles dispostos a se verem livre de todo décadent.

E por tais palavras, amigo, insisto em ti! Abdica-te da covardia e todo o mal que causaste a este mundo e entrega-te ao caminho dos renegados, longe de todo niilismo destas terras. Refugia-te nas minhas cavernas, no alto das montanhas, e apenas regressa quando estiveres livres.

Assim falou Embroda