O que, talvez, ela não conseguia entender é que eu era um
homem, com hábitos de homem. E que essa pose de cavalheiro polido sempre
desaparecia quando eu me afastava dos ciclos sociais inerentes ao convívio em
sociedade. E, na maioria das vezes, ela não poderia, mesmo se quisesse, me
acompanhar nas minhas aventuras por aí. Ela é frágil, enquanto eu, apesar de sensível,
estou acostumado a grandes entraves pelo caminho. Eu a admiro por tentar me
entender e me acompanhar tanto no mundo físico quanto no plano metafísico das
minhas ideias. Ela havia tentado me colocar em um mundo o qual não me pertence.
Enquanto eu estava cansado de me esquivar de uma forma pouco convincente e discreta.
É que, às vezes, eu posso não ser um alguém ideal para ser a companhia de uma
garota por muitas horas em um único dia.

