Nestes dias, eu tenho me sentido tão estranho, mas tem
sido tão bom. Algo parecido com autossuficiência, mas longe do querer viver
sozinho; assalta-me o peito um desapego do que é material, e até mesmo o meu humor
tem contribuído idiossincraticamente para o meu colorido. Sabe, basta um som,
duas cervejas e um punhado de bons amigos para a alegria preencher o espaço? Algumas
pessoas poderiam dizer que é maturidade, outras adaptação. No fundo, não existe
lugar para rancor, ódio ou raiva. Amor? Só se vir acompanhado de alegria,
companheirismo e amizade de calçada de igreja. Sobra noite, faltam horas. E, a
canção continua a ser entoada pela mesma voz: rouca e cheia de vibrações.

