Leandro Dantas da Silva, pai de uma menina de 4 anos com epidermólise bolhosa distrófica, afirmou que a Prefeitura Municipal de Jussiape negou o transporte que levaria a criança até Vitória da Conquista para fazer o tratamento da doença. A consulta, segundo o responsável, estava marcada para o dia 21 de julho, e o transporte foi negado à véspera, no dia 20.

O pai disse que solicitou o transporte com pelo menos dez dias de antecedência. No entanto, de acordo com Leandro Dantas, um dia antes da consulta, uma funcionária da Prefeitura entrou em contato, por telefone, e informou que não haveria a disponibilidade do transporte para a sua filha.

A epidermólise bolhosa é uma doença hereditária rara, que causa bolhas ao menor atrito no corpo. Uma má formação genética resulta na alteração ou ausência de colágeno, implicando na fragilidade da pele. Os sintomas geralmente são identificados logo após o nascimento ou se manifestam até os 3 anos de idade.

Ainda de acordo com Leandro Silva, mesmo sendo garantido por lei, o transporte não foi fornecido para levar sua filha até o Centro Universitário de Atenção à Saúde (Ceuas) na Universidade Estadual do Sudeste da Bahia (UESB), em Vitória da Conquista.

A clínica escola da UESB oferece assistência e é considerado um importante ponto da rede no nível secundário de assistência do SUS.

A Jussi Up entrou em contato com o prefeito de Jussiape, Éder Jakes (PSD), na manhã deste sábado (24), mas não obteve retorno até a noite do mesmo dia.

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