O médico Éder Jakes (PSD), de 47 anos, foi o escolhido pelos eleitores em Jussiape para governar o município por mais quatro anos. Éder venceu o pleito com 54,76% dos votos válidos, somando 3.066 votos.

Éder teve frente de 557 votos de José Luz (PSB), seu principal adversário no pleito em 2020, que conseguiu 2.509 votos, o que representa 44,81% dos votos válidos.

O prefeito-médico, portanto, se tornou o primeiro prefeito da história de Jussiape a se reeleger para um segundo mandato consecutivo.

O também médico Procópio Alencar, eleito em 2012, havia sido vice-prefeito no mandato anterior de 2009, ocupando o cargo de prefeito apenas depois de Vagner Freitas ser cassado, em 2010, por quebra de decoro parlamentar.

Jamba Luz (morto em 2009) e Elpídio Luz também conseguiram se reeleger, mas não em um segundo mandato consecutivo.

Em 2016, Éder foi eleito com 78,11% dos votos. O médico disputou a Prefeitura de Jussiape com Roberto Paiva, à época do PSDB, que teve 20,51%. Em números exatos, Éder teve 4.068 votos; Roberto 1.068.

Com precisos 3 mil votos de diferença, Éder registrou um recorde que até então não havia sido alcançado na política do município.

Se comparadas as campanhas de 2016 e 2020, a frente de votos de Éder foi de 3 mil para 557 votos. Uma diferença de 2.443 votos, o que representa queda de 81,4%. 


CAMPANHA DE 2020
A campanha eleitoral de 2020 foi marcada inicialmente pela fragmentação e desarticulação da oposição. Éder se viu em um cenário vantajoso ainda no segundo semestre deste ano, a poucos meses da campanha iniciar oficialmente.

No entanto, após a oposição cogitar diversos nomes para a disputa eleitoral, José Luz despontou como cabeça de chapa do PSB para concorrer à Prefeitura de Jussiape.

O período de campanha, entretanto, foi marcado por entraves polêmicos – incluindo o protagonismo da figura controversa do ex-prefeito Vagner Freitas, que se tornou o principal cabo eleitoral de José Luz.

Candidatos se viram diante do dilema de optar por manifestações políticas com aglomerações com centenas de pessoas em meio à pandemia do novo coronavírus e adotar diferentes estratégias para a campanha.

Criticado por ser médico, Éder chegou a afirmar que não faria nenhum evento político para evitar a proliferação do vírus. No entanto, o prefeito convocou correligionários, em uma das suas lives, para um grande ato político que reuniu uma multidão.

Vagner, por outro lado, ignorou os riscos de um possível aumento de número de casos de Covid-19 no município e promoveu encontros com simpatizantes da oposição.

Como estratégia de embate, Éder aderiu ao discurso de tom religioso – canções religiosas, orações e demonstrações de fé – além de atos em que o médico se mostrava emocionado se tornaram corriqueiras em suas aparições públicas, principalmente, durante a campanha.

O maniqueísmo dualista também foi adotado pela campanha de Éder ao se referir ao médico como a expressão do bem enquanto foi atribuído à aposição a faceta do mal. A imagem do ex-prefeito, Procópio Alencar, morto na tragédia de 24 de novembro, também foi explorada pelo candidato do PSD com forte conotação emocional.

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