EDITORIAL

A Jussi Up tem um lado: o dos fatos.

A sentença de caráter freudiano de que paixão e política se cruzam em determinados momentos da cena social do século 21 é certeira e concreta. Pode ser vista hoje, ontem, e certamente será vislumbrada amanhã.

O bom jornalismo – se é que existe mau jornalismo, entendendo que: ou é (bom) jornalismo ou não é – pode ter opinião; vê a banda tocar, mas não toca na banda.

A imprensa deve pautar os principais acontecimentos em uma sociedade. Nesse sentido, os veículos de imprensa servem de plataforma de debate para que o público possa entender as efemérides e tirar suas próprias conclusões.

A Jussi Up reúne notícia, opinião e comentários pautados nos fatos e na pluralidade de ideias e nos ideais democráticos que regem a República.

Se fulano diz algo e sua fala tem relativa importância de interesse público, a fala de fulano deve ser noticiada. O mesmo ocorre se beltrano for atingido por um raio. A imprensa não muda os fatos. Lamenta, mas não muda. Apenas os noticia. Por mais que seja desconfortável e delicado tratar de determinados acontecimentos, é preciso falar sobre o que tem sido alvo do debate público. E é isso que faz o jornalismo ter valor fundamental para a democracia.

A checagem desses fatos para a construção da notícia é crucial para se fazer jornalismo profissional, do contrário é panfletagem e propaganda. Esse é apenas um dos motivos para que a liberdade de imprensa deva prevalecer em qualquer democracia – é uma cláusula pétrea, diga-se de passagem.

Por outro lado, assessorias de comunicação e imprensa, atualmente, exercem papel essencial e são legítimas. Mais do que isso: são parceiras do jornalismo, pois ajudam a construir pautas importantes que chegam a milhares de leitores, como é o caso da Jussi Up.

Negar um fato noticiado na imprensa ou simplesmente tentar desacreditá-lo é pouco inteligente e tão retrógrado quanto coibir o jornalismo – não surte mais efeito. É custoso e cria ferrugens nas engrenagens do progresso.

Nos tempo de hoje, é importante adotar estratégias que condizem com os valores democráticos e entender de uma vez por todas que o jornalismo não deve ter lado, senão o dos fatos.

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