COM INFORMAÇÕES DA EXAME

Foto: Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta sexta-feira (20) passar a exigir apresentação de receita médica em farmácias para liberação de medicamentos com hidroxicloroquina, substância estudada como possível remédio para o novo coronavírus.

“Apesar de alguns resultados promissores, não há nenhuma conclusão sobre o benefício do medicamento no tratamento do novo coronavírus”, diz a Anvisa, que não recomenda uso do produto no momento.

Na nova categoria o medicamento só poderá ser entregue mediante receita branca especial em duas vias. “Médicos que fazem a prescrição de hidroxicloquina ou cloroquina já devem começar a utilizar este formato”, decidiu a Anvisa.

Segundo a agência, a hidroxicloroquina já estava enquadrada como medicamento sujeito à prescrição médica. Com a nova categoria, a venda irregular pelas farmácias é considerada infração grave. “O uso sem supervisão médica também pode representar um alto risco à saúde das pessoas”, alerta a Anvisa.

Em pronunciamento na quinta-feira (19), o presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse que as drogas hidroxicloroquina e remdesivir podem ter bons resultados contra o coronavírus, com base em um estudo feito na China, e pediu velocidade de testes e possível aprovação pela FDA (Food and Drugs Administration), espécie de Anvisa do país. O discurso de Trump, inicialmente, deu a entender que os EUA tinham descoberto uma cura para o novo coronavírus, o que não aconteceu.

Na mesma conferência, um dos membros da FDA, Stephen Hahn, disse que o uso da droga ainda está em testes para avaliar como ela funciona e em que dose deve ser utilizada contra o coronavírus.

A hidroxicloroquina já é usada no tratamento de malária e também vem sendo experimentada contra o novo coronavírus na França.

A utilização dessa droga já havia sido sugerida por figuras importantes, como Elon Musk, presidente da Tesla, e Bill Gates, fundador da Microsoft.

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