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Professor monta estrutura de redação nota mil para o Enem; veja



O tema da redação do Enem 2019 pode ser uma surpresa para os mais de 5 milhões de estudantes que tiveram a inscrição confirmada para a prova marcada para os dias 3 e 10 de novembro. Para Will Assunção, professor de redação do Colégio Estadual Horácio de Matos em Jussiape, os estudantes devem se deparar com assuntos neutros, que devem tomar lugar de temas polêmicos e progressistas na prova deste ano.

Manter-se informado é essencial para que os estudantes possam fazer a redação com mais segurança. Com uma base sólida de argumentos (opinião) e de elementos dissertativos (fatos, dados, resultados de pesquisas científicas, pensamentos de filósofos, resultado de pesquisas etc.) ajuda bastante os inscritos a se manterem afiados para o desafio da prova. E se há algo que os estudantes precisam ter para enfrentar o Enem é um olhar atento às efemérides do presente e a leitura em dia.

É por isso que o levantamento de informações e a exposição dos argumentos bem estruturados é a chave para uma boa construção textual. É importante se informar da melhor forma possível, ou seja, por meio dos noticiários e mídias sociais, além de uma leitura de qualidade acompanhada de filmes que aumentarão o repertório cultural. Na primeira parte, é necessário listar informações (ED) e a opiniões (A) em forma de tópicos sobre determinado TEMA, de modo bem estruturado e claro, e, principalmente, não agredir a dignidade humana, defende o docente.

Veja a estrutura montada pelo professor da área de linguagens para quem pretende fazer o Exame Nacional do Ensino Médio em 2019.

A seleção de argumentos e elementos dissertativos
Ao separar de forma sistêmica os argumentos (A) dos elementos dissertativo (ED), o estudante terá noção clara do que foi exposto no levantamento, por exemplo, se a estrutura do texto apenas possui a opinião do autor ou se o texto que está sendo elaborado está carente de uma boa defesa dissertativa.

O QUE É AGUMENTO (A)?
É uma estrutura textual que:

Defende uma ideia;
Traz uma opinião ou ponto de vista;
Posiciona-se por meio da persuasão.

A redação dissertativa-argumentativa (tipo de texto cobrado costumeiramente pelo Enem) deve apoiar-se principalmente em uma boa argumentação, que traz a opinião do autor com fatos e informações relevantes acerca do tema (por isso o nome: dissertativo-argumentativo). Justamente por isso é importante organizar s ideias expostas.

O QUE É ELEMENTO DISSERTATIVO (ED)?
É uma estrutura textual que:

Desenvolve ou explica um assunto;
Expõe e apresente cientificamente informações acerca de um tema.

Em princípio, o texto dissertativo não está preocupado com a persuasão, e, sim, com a transmissão de conhecimento, sendo, um texto informativo. O texto expositivo apresenta informações sobre um objeto ou fato específico, sua descrição, a enumeração de suas características etc., que permite ao leitor identificar o tema central do texto.

O texto dissertativo-argumentativo tem como principais características a apresentação de um raciocínio, a defesa de um ponto de vista ou o questionamento de uma determinada realidade. O autor se vale de argumentos, de fatos, de dados, que servirão para ajudar a justificar as ideias que ele irá desenvolver.

Estrutura detalhada da redação do Enem
Antes da próxima palavra, é importante reforçar que esta estrutura é apenas uma das alternativas possíveis oferecidas.

Entendamos que a estrutura é, basicamente, formada por introdução, desenvolvimento e conclusão. Alguns recomendam que uma boa redação deva ter até 2 ou 3 parágrafos de desenvolvimento – ou argumentação, como também é chamado.

Para a o Enem, muitos argumentos e pouca profundidade não é sinal de uma boa redação, ou seja, 3 ou 4 argumentos não cabem em 30 linhas. Caso você tenha apenas 30 linhas para escrever, ao tentar elaborar 3 argumentos, o resultado será só um: superficialidade. Por isso, 2 argumentos, um parágrafo cada um, é o caminho.
Um parágrafo do texto dissertativo-argumentativo deve ter 3 frases, em média, cada uma com um objetivo específico. Se pensarmos em um parágrafo, por exemplo, a estrutura é a seguinte:

Introdução
É importante contextualizar o tema e entender o processo sociológico e histórico. A visão de um importante pensador sobre algo que possa ser relacionado ao tema da redação enriquece o texto. Isto é, citar um filósofo, sociólogo ou cientista. O seu argumento bem estruturado e apresentado, sempre respeitando a dignidade humana, eleva a chance de alcançar uma introdução completa.

1ª frase: é a apresentação do tema e pode ser utilizado todo o conhecimento histórico para contextualizar um fenômeno atual, ou seja, nesta parte é possível realizar uma alusão histórica;

2ª frase: serve como uma espécie de ponte entre o passado e o presente: é a chamada técnica de transição.

3ª frase: é o espaço para o seu posicionamento, ou seja, um argumento central que guiará a redação até a conclusão, por isso o autor do texto deve ter coerência.

É possível ainda responder à pergunta da proposta no Enem sempre no primeiro parágrafo. É igualmente importante reforçar que o texto deve possuir todas as linhas exigidas na prova, ou seja, as 30 previstas, pontua Assunção.

Desenvolvimento ou argumentos
É necessário aprender a criar bons argumentos. Mas também é preciso saber usar os mecanismos linguísticos de forma adequada para estabelecer a coesão textual, que é um critério de avaliação muito importante em qualquer tipo de texto e, principalmente, na redação do Enem.

O argumento serve para a defesa da tese, aquela que foi apresentada na última frase da introdução. Em alguns casos haverá temas que devem ganhar posicionamento a favor, contra, ou pesos para ambos os lados. Nesse sentido, é perfeitamente aceitável que haja um desenvolvimento de um argumento mostrando o lado positivo do problema, e outro mostrando o lado negativo – sempre seguindo a estrutura de parágrafo exposto acima.

O primeiro parágrafo fala dos pontos positivos, enquanto o segundo fala dos pontos negativos. Essa é uma estratégia que pode e deve usar para elaborar uma boa redação.

1ª frase: a primeira frase é curta (máximo de 2 linhas) e simples. Serve para mostrar de forma geral qual o tema daquele parágrafo. Ela tem o nome técnico de tópico frasal e pode ser um argumento;

frase: a segunda frase é o coração do argumento. Nesta parte, o leitor, por meio de uma das estratégias de argumentação, os tão temidos e cobrados EDs devem ser explorados: exemplos concretos, estatísticas, argumento de autoridades etc.

É possível usar até 3 deles para dar concretude a este parte do parágrafo.

3ª frase: a terceira frase, finalmente, é uma espécie de conclusão do parágrafo. Você deve chegar a uma síntese a partir do que falou e estabelecer uma ligação com o que vai falar no próximo.

Conclusão (intervenção/solução/previsão)

A proposta de intervenção pode começar com as expressões, como por fim ou portanto? Pode, sim, mas cuidado com outras muito coloquiais como no fim das contas ou depois de tudo que foi falado. É bom reforçar que o corretor espera que o estudante possua domínio textual e não leve clichês no momento de elaborar a conclusão.

Concretude
Quanto à proposta em si, muita gente escreve coisas como o governo deve criar leis, programas, campanhas etc. Não é proibido, mas lembre-se que para tirar nota máxima o inscrito deve criar algo original. Uma proposta que realmente funcione no mundo real.

Deve-se deixar claro quais os meios de se chegar a solução. Poderia dizer, por exemplo, que para solucionar a fome do mundo bastaria dar comida a quem não tem. É uma solução? Claro que sim, mas como fazer isso? A capacidade do estudante de pensar de maneira coerente também é avaliada.

1ª frase: a primeira frase serve para sintetizar as ideias desenvolvidas anteriormente.

2ª frase: Neste espaço, aborda-se a solução sob vários aspectos: o papel do governo, da família e da escola, indicando claramente o que cada um deve fazer para auxiliar em sua resolução.

3ª frase: Por fim, a citação de um pensador ou um pensamento acerca da problemática, cabe aqui também literatura, filosofia e outras áreas, demonstrando capacidade de relacionar conhecimentos de outras áreas com o tema em questão.