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Adson Muniz ostentava viagens internacionais, fotos com famosos e carros de luxo para atrair mulheres

Foto: Reprodução

Exibicionista, o ex-vereador de Jussiape Adson Muniz, 36, ostentava viagens internacionais, fotos com famosos e carros de luxo para atrair mulheres.

Muitas vítimas, que reconheceram o político condenado a 59 anos e oito meses de prisão em regime fechado pelos crimes praticados contra mulheres entre os anos de 2016 e 2017, afirmaram à época que o “predador sexual” mostrava fotos dele nas redes sociais ao lado de políticos, famosos, celebridades.

Ele é suspeito de ter cometido uma série de ataques sexuais contra pelo menos 26 mulheres em bairro nobre da capital paulista e foi condenado pela Justiça por estupro e roubo à nove vítimas. A decisão ainda cabe recurso, segundo apurou o G1 e a TV Globo.


Muniz ostentava uma vida de luxo, com carros importados e viagens internacionais, como uma “isca” para se aproximar de quem abordava, reporta o G1. Entre os disfarces para ganhar a confiança das vítimas, ele fingia ser produtor de TV.

Muniz nega ter cometido os crimes, inclusive depois da sentença. “Essas acusações, a maioria delas, são falsas”, se defendeu à época em que foi preso. A declaração foi dada à imprensa na frente da delegacia, onde foi ele foi levado algemado em 2017. Segundo a Polícia Civil, 21 mulheres o acusaram de ter sido abusadas sexualmente e roubadas por ele desde 2012. Ele também responde por estelionato e falsidade ideológica.

No seus perfis no Instagram e no Twitter, Adson Muniz aparece em fotos, por exemplo, ao lado do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e do jornalista Celso Russomanno, ambos do Partido Republicano Brasileiro (PRB), sigla pela qual Adson conseguiu ser suplente de vereador por Jussiape nas eleições de 2016, e logo foi expulso da silga.

O ex-vereador aparece também em imagens ao lado do jogador Ronaldinho Gaúcho, irmão de Assis, empresário com quem o Muniz dizia manter negócios.



Sempre em busca do contato com celebridades, o político chegou a afirmar na legenda de uma foto divulgada nas redes sociais com o cantor Luiz Caldas que o artista teria apoiado a sua candidatura a deputado federal em 2014.

Tendo o aeroporto como sua segunda casa, Muniz divulgou uma selfie feita no assento do avião com o senador Otto Alencar (PSD).

No perfil oficial no Facebook do jogador, o atleta desejou boa sorte a Adson e pediu aos seus seguidores para votarem com consciência. À época, Muniz contatou a neta de Antônio Carlos Magalhães, Carol Magalhães, para ser a garota-propaganda da sua campanha, mas a proposta foi negada pela apresentadora.

Algumas vítimas abordadas por ele contaram ao G1 que, quando não era correspondido, Adson Muniz as ameaçava com uma arma de brinquedo, mostrando um distintivo, dizendo ser policial federal. Em outras ocasiões, chegava até mesmo a dizer que era amigo do preso Marcola, Marcos Willians Herbas Camacho, uma das lideranças da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para intimidar as mulheres.

“Ele falou: ‘eu sou o Adson Muniz e sou famoso, olhe minhas fotos na internet’”, contou uma empresária de 50 anos que o reconheceu como o homem de terno que a abordou no Itaim Bibi, bairro de alto padrão de São Paulo. Como não deu nenhuma importância, ela disse que ele a atacou gritando: ‘Eu também sou amigo do Marcola’. Me puxou pelo braço, me deu um beijo na bochecha e comecei a andar rápido [sic]”.

Nos Jardins, área nobre da capital paulista, a câmera de segurança de um estacionamento gravou a abordagem de Adson a uma motorista, que foi obrigada a fazer sexo oral e dar dinheiro ao maníaco. Em outra filmagem ainda de 2017, ele aparece ao lado de uma mulher em um hotel. Muniz a convenceu a fazer testes para a TV, dizendo ser influente. O agressor chegou a usar uma arma para obrigá-la a tirar a roupa e a estuprou.

Adson foi preso em um hotel após as vítimas divulgarem a foto dele na web. Com ele foram apreendidas uma pistola falsa e crachá com brasão da Justiça Federal e outro da TV Globo. Desde então, a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), no Centro, recebe diversos telefonemas e visitas de mulheres que dizem ser vítimas do ex-vereador.

Mesmo reconhecendo ser o homem que aparece nas imagens obtidas pela polícia, Adson Muniz negou ter estuprado as mulheres.