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Adson Muniz expôs pretensão de se tornar presidente do Brasil

Foto: JUP

Adson Muniz Santos, 36, recebeu penas que somadas totalizam 59 anos e oito meses de prisão em regime fechado pelos crimes praticados contra mulheres entre os anos de 2016 e 2017. As informações são do Tribunal de Justiça (TJ) e da defesa do ex-vereador, que sempre negou todas as acusações. No entanto, especialistas ouvidos pela Jussi Up ressaltam que pela lei brasileira ninguém pode ficar mais de 30 anos preso.

O ex-vereador de Jussiape, que se passou por um agente policial enquanto praticava crimes, foi condenado pela Justiça por estupro e roubo à nove vítimas. No entanto, a decisão ainda cabe recurso, segundo apurou o G1 e a TV Globo.

Nascido em Livramento de Nossa Senhora, o ex-vereador não tinha passagens criminais até então. Com o ensino médio completo e solteiro, ele pretendia se tornar presidente do Brasil um dia, segundo seu Instagram. Nele, Muniz aparece ao lado de um carro importado e os dizeres: ‘Adson Presidente: o Brasil em primeiro lugar!’.

“Rumo à vitória” e “Depois a Presidência” eram lemas adotados pelo político baiano, quando ainda concorria a uma vaga na Câmara Municipal de Vereadores de Jussiape. Ele já havia sido vereador do município em 2014, quando também saiu frustrado ao não conseguir se eleger deputado federal.

Em uma publicação divulgada em seu perfil no Facebook, Adson Muniz aparece ao lado do presidente nacional do Partido Republicano Brasileiro (PRB) Marcos Pereira e afirma a intenção de se candidatar à Presidência da República em 2018.



Seguidor das ideias de Donald Trump, Adson Muniz chegou a chamar de amigo o futuro presidente dos Estados Unidos em 22 de agosto de 2015. Viagens a Mônaco e à final da NBA, nos EUA, além de hospedagens em hotéis de luxo são outros momentos que foram retratados nas redes sociais em imagens postadas pelo ex-vereador.

Muniz afirmou nunca ter matado ninguém e que seu foco é se tornar candidato à Presidência da República para acabar com a corrupção e com as mortes no país. Ele ainda disse ainda à imprensa que quando foi vereador em Jussiape, havia ajudado bastantes pessoas no município e que a população é testemunha de suas benfeitorias.

Algumas vítimas abordadas por Muniz contaram ao G1 que, quando não era correspondido, ele as ameaçava com uma arma de brinquedo, mostrando um distintivo, dizendo ser policial federal. Em outras ocasiões, chegava até mesmo a dizer que era amigo do preso Marcola, Marcos Willians Herbas Camacho, uma das lideranças da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para intimidar as mulheres.

“Ele falou: ‘eu sou o Adson Muniz e sou famoso, olhe minhas fotos na internet’”, contou uma empresária de 50 anos que o reconheceu como o homem de terno que a abordou no Itaim Bibi, bairro de alto padrão de São Paulo. Como não deu nenhuma importância, ela disse que ele a atacou gritando: ‘Eu também sou amigo do Marcola’. Me puxou pelo braço, me deu um beijo na bochecha e comecei a andar rápido [sic]”.