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A morte de Anderson A da Silva e a violência urbana que nos assombra

COM INFORMAÇÕES DA FOLHA DE S. PAULO

Foto: Reprodução


Anderson Alves da Silva, 24, morreu na manhã da última sexta-feira (4) após ser baleado em uma tentativa de assalto em frente a sua casa, por volta das 23h50 de quinta-feira (3), no Jardim Ângela (zona sul da capital paulista). A morte do motorista de aplicativo nos evidencia um trauma tipicamente brasileiro, que se tornou também coletivo: o constante medo da violência urbana dos grandes centros brasileiros que nos acomete.

De acordo com a polícia, três suspeitos de participarem do crime não haviam sido identificados até a publicação deste artigo.

Segundo uma familiar de Anderson Alves Silva, logo após concluir as corridas do dia, ele levou uma pizza para casa para dividir com a mãe. Ambos jantaram e Silva foi buscar um par de chinelos que ficou dentro de seu Hyundai HB20 branco.

Ele teria entrado no carro para ajeitar melhor o veículo na vaga onde estava. Neste momento, três pessoas, em duas motos, teriam se aproximado e anunciado o assalto. De acordo a prima da vítima, o motorista não tinha saído com dinheiro nem com celular. No entanto, os bandidos atiraram contra ele.

Um vizinho testemunhou o crime de uma laje e jogou tijolos contra os bandidos, que fugiram do local sem levar nada. O motorista foi encaminhado ao hospital M'Boi Mirim, mas não resistiu.

CRIMES
Segundo levantamento da Folha, apenas em setembro deste ano, pelo menos cinco motoristas de aplicativos acabaram mortos em ações criminosas em duas semanas.

Na madrugada do dia 29, um condutor que não teve nome e idade revelados, foi morto a tiros em Suzano (Grande SP). Neste mesmo dia, um profissional foi espancado e morreu posteriormente. Os demais casos ocorreram nos dias 15 e 18 em Itaquaquecetuba (Grande SP), na capital e em Diadema.

A prima de Silva afirmou que no veículo do parente havia um adesivo indicando que ele prestava serviço para empresa de aplicativo de passageiros, de uso obrigatório em São Paulo. Para ela, isso poderia ter chamado a atenção dos ladrões para assaltar a vítima.

A família do condutor assassinado conta com mais 12 motoristas de aplicativo. A prima da vítima afirmou que a família de Silva organiza um protesto reivindicando mais segurança a motoristas de aplicativo. O ato será feito neste sábado (5) durante o velório do motorista, em Itapecerica da Serra (Grande SP).

Silva era solteiro e deixa uma filha de seis anos.

SEGURANÇA NAS RUAS
A Polícia Militar afirmou ter reforçado o policiamento nas áreas com maior incidência de casos, envolvendo motoristas de aplicativo de transporte, que está desenvolvendo operações específicas em diferentes regiões para fiscalizar veículos com passageiros e aqueles que utilizam adesivos de aplicativos.

A PM acrescentou que, até o momento, três criminosos envolvidos com esses crimes já foram presos e outros três, sendo dois menores, já foram identificados e que policiais fazem rondas para prendê-los. Todos os casos são investigados pela Polícia Civil.

A Secretaria de Municipal de Mobilidade e Transportes informou em nota que os adesivos no veículo indicando para quais operadoras o motorista trabalha o diferencia de um transporte clandestino, além de ser um item essencial para a segurança do usuário, pois indica que aquele condutor está com a documentação em dia e que realizou os cursos necessários para prestar o serviço.