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10 Livros que deverão ser cobrados no Enem 2019

Foto: Will Assunção/JUP

Ler nos garante uma sensação maravilhosa difícil de ser descrita, além de contribuir para ampliar a visão de mundo e aumentar o nosso repertório cultural. No entanto, a leitura de alguns títulos específicos são requisitos importantes para que possamos fazer a prova do Enem com mais segurança. A seguir, listamos dez livros para quem quer chegar à prova bastante afiado. E se há algo que os estudantes precisam ter para enfrentar o Enem é um olhar atento nas efemérides do nosso tempo e a leitura em dia.

Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
Um dos maiores clássicos da literatura brasileira continua bem presente no Enem. “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas”. Logo na introdução de sua obra, Machado de Assis mostra bem o porquê de ser considerado ainda hoje um dos maiores escritores da língua portuguesa.

Publicado originalmente em 1881, em formato de folhetim, sendo lançado em livro no ano seguinte, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” é uma das obras mais sarcásticas do autor, primando por uma das características que ficaram marcantes nos textos de Machado: a inovação temática.

Não à toa, à época, o livro recebeu críticas bem divididas. Ironia, pessimismo e uma crítica bem contundente às classes sociais marcam “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, um dos livros para ler antes do Enem, sem sombra de dúvida.

Seu conteúdo pode ser muito bem aproveitado na redação. Sem contar que esse conhecimento pode ser cobrado nas questões de Linguagens e Códigos.

Manifesto da Poesia Pau-Brasil, de Oswald de Andrade
O movimento Modernista no país ganhava corpo. Publicada originalmente nas páginas do jornal Correio da Amanhã em março de 1924, essa obra foi o pontapé inicial para a produção modernista no Brasil e uma das mais importantes do país no século 20.

A importância do livro está em mostrar as principais noções estéticas que iriam nortear o movimento modernista pelas décadas seguintes, funcionando como uma espécie de “manual de instruções” de com a literatura desse meio poderia agir.

Uma das melhores obras para você ter uma visão mais crítica, por exemplo, do modernismo europeu. Sem contar que é possível traçar um panorama sobre os principais acontecimentos ocorridos no período, colaborando para o conhecimento histórico, além do literário.

Vidas Secas, de Graciliano Ramos
Poucas obras retrataram a seca de maneira tão visceral quanto este livro de Graciliano Ramos. Fazendo parte da segunda geração do Modernismo no Brasil, aquela em que as obras passaram a ser mais cruas, de caráter mais denuncista, o escritor Graciliano Ramos publicou em 1938 um livro que se tornaria mais do que um best-seller da nossa literatura, vendendo milhões cópias: “Vidas Secas”.

Por sinal, o título original do livro deveria ter sido “Um Mundo Coberto de Penas”, mas, o editor José Olympio e seu irmão Daniel conseguiram convencer Graciliano a mudar o nome da obra para “Vidas Secas”.

Menos mal, pois este nome, forte, ficaria marcado na mente de muitos leitores que até hoje emocionam-se com a via crucis de Fabiano, em especial, com o destino da cachorra Baleia. Obra essencial para constar na sua lista de livros para ler antes do Enem, sobretudo por mostrar o abismo existente entre dois Brasis: o do sudeste e o do nordeste, em uma era de substituição da agricultura pela industrialização, sobretudo com a ascensão de Vargas ao poder.

A Hora da Estrela, de Clarice Lispector
Se muitos autores do Modernismo apostaram em denúncias sociais, com uma linguagem direta e, muitas vezes, crua, Lispector foi uma escritora que seguiu um caminho inverso, realizando obras de uma profunda e inquietante reflexão a respeito de vários temas, especialmente sobre o sentido da vida.

“A Hora da Estrela”, mesmo se passando na época da Ditadura Militar (o livro foi publicado em 1977), consegue ter uma universalidade impressionante ao retratar o desamparo da protagonista Macabéa.

É leitura obrigatória para encarar a prova de Linguagens e códigos.

A Era dos Extremos, de Eric Hobsbawn
Escrito pelo historiador Eric Hobsbawn em 1994, o livro divide e história do século passado em três “eras”: catástrofe, anos dourados e desmoronamento. Para o autor, esse período foi marcado profundamente por incertezas, crises e atrocidades.

Hobsbawn mergulha fundo nos acontecimentos e ações do século 20 para convidar o leitor a fazer ótimas reflexões a respeito de nossa história recente, fazendo de “A Era dos Extremos” não somente um dos livros para ler antes do Enem, como também uma obra para ser guardada com muito cuidado em sua estante.

Desenvolver o senso crítico sobre os acontecimentos da nossa história é fundamental para escrever um texto que se destaque e tenha chances de obter a nota mil.

1808, de Laurentino Gomes
Não é à toa que este livro se tornou um sucesso de vendas na época de seu lançamento (em 2008) e até hoje continua a ser muito bem vendido. O jeito divertido de contar a fuga da família real portuguesa para o Brasil em face de uma possível invasão de Napoleão a Portugal encanta e prende a atenção logo de cara.

Ganhou o prêmio de melhor Livro de Ensaio da Academia Brasileira de Letras, além do Prêmio Jabuti de Literatura na categoria de livro-reportagem. Uma obra deliciosa de ler, e com deve ser degustada com gosto pelos feras do Enem, podendo ajudar muito a revisar seus conhecimentos de história, sobretudo os relativos ao primeiro reinado.

A Revolução Francesa explicada à minha neta, de Michel Vovelle
Lançado em 2006, este livro foi um grande desafio para o historiador francês Michel Vovelle. Afinal, a obra, escrita em formato de diálogo, foi a sua tentativa de explicar o que foi a Revolução Francesa para a sua neta de apenas 14 anos de idade.

A complexidade está em tentar passar as contradições desse período através de uma abordagem simples, mas construtiva e informativa. E Vovelle consegue essa façanha.

Um dos melhores momentos do livro é a sua explicação a respeito da Declaração Universal dos Direitos Humanos e do Cidadão, que, entre outros aspectos, abolia o regime feudal e senhorial e proibia a venda de cargos públicos.

Uma leitura que vai além de meramente relatar um importante período histórico, e que deve constar na lista dos livros para ler antes do Enem. Afinal, a revolução francesa é assunto obrigatório de qualquer prova de História, além de influenciar o contexto literário.

Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, de Milton Santos
Se você gosta de geografia, mas ainda não conhece o trabalho de Milton Santos, este livro é uma bela porta de entrada. Ao falar de um tema que continua bem atual (a globalização), o autor defende que precisamos ter uma outra interpretação do mundo contemporâneo, numa análise que precisa englobar, geografia, história e outras disciplinas.

Além disso, de maneira muito hábil, Milton traça um panorama das diversas “globalizações” presentes em muitos países, trazendo um tema que, com muita frequência, cai não somente no Exame do Ensino Médio, mas nos vestibulares como um todo.

Fundamental, portanto, ter esta obra na lista dos livros para ler antes do Enem, não apenas para fazer uma boa prova, mas, sobretudo, para refletir sobre aspectos como capitalismo e de que forma ele influencia a vida de cada pessoa, mesmo que ela não perceba.

O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro
Lançado em 1995, este livro do antropólogo Darcy Ribeiro trata não somente das matrizes culturais brasileiras, mas também da formação étnica do nosso povo. Segundo o próprio autor, foi “um desafio escrevê-lo”, algo que, na verdade, demorou longos 30 anos.

Mas, valeu a pena. Publicado pouco antes de sua morte, “O Povo Brasileiro” mostra as impressões do autor que podem servir muito bem para a área de história, como de geografia também. Dentre os livros para ler antes do Enem, este consegue ser bastante abrangente, e possibilitará uma ótima prova na área de humanas.

Infinitesimal: a teoria matemática que mudou o mundo, de Amir Alexander
Que tal fazer uma leitura que não seja necessariamente para você aprender a fazer cálculos, mas para incentivar os seus estudos nessa disciplina? Pois é isso exatamente o que “infinitesimal” propõe.

Escrito como se fosse um thriller, o livro nos convida a visitar uma das mais interessantes histórias das ciências exatas da humanidade e, de quebra, ainda deixa você com mais vontade ainda de estudar matemática e física.

Aproveite bem os estudos, e claro: descanse, pois ninguém é de ferro. Tente mesclar as leituras essenciais para o exame com outras um pouco mais “descompromissadas”. Assim, você chegará ao dia do Enem de mente e corpo leves.