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Por que o cemitério de Mucugê é chamado de bizantino?

Foto: Will Assunção/JUP

No apogeu do garimpo nas Lavras Diamantinas, os coronéis esbanjavam riquezas. A bonança do diamante era tamanha que passou a ser comum em Mucugê os mais abastados se inspirarem em faraós egípcios e desejarem se perpetuar para desfrutar da celebridade nas futuras gerações. Alguns chegaram a contratar arquitetos vindos diretamente da Europa para projetar seus túmulos nos cemitérios.

Em meados do século 19, uma epidemia de cólera assolou Mucugê, matando muitas pessoas. Devido a um decreto, o Brasil imperial não permitiria mais que pessoas fossem enterradas nas igrejas – consideras lugares com solos sagrados, que garantiriam aos fiéis um lugar no Céu. A partir de então, muitos escolheram outros espaços para erguer seus mausoléus. Túmulos inspirados em templos católicos passaram a ser projetados.

A explicação mais aceita é a de que a denominação de bizantino tenha vindo da semelhança com as cúpulas brancas do Mar Egeu, feitas durante o Império Bizantino nos séculos 10 e 11. Atualmente, o Cemitério Santa Isabel, mais conhecido como Cemitério Bizantino de Mucugê, preserva sua arquitetura original, como uma obra de arte das mais importantes. É considerado um dos patrimônios históricos mais imponentes da Chapada Diamantina, se tornando um destino turístico muito desejado.
Uma curiosidade é a de que a maioria dos túmulos são rasos. O cemitério foi construído em uma montanha rochosa e, por isso, não é possível enterrar ninguém abaixo dos sete palmos.