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Público se depara com história do coronelismo e do garimpo em museu de Mucugê

Foto: Will Assunção/JUP

Mucugê, na Chapada Diamantina, se preparou para receber mais de dois mil turistas entre os dias 15 e 18 de agosto para a 4ª edição da Fligê. A Feira Literária de Mucugê atrai anualmente milhares de turistas e visitantes para a cidade que exala poesia.

O Museu Municipal de Mucugê, criado no ano de 1996, preserva a memória regional, salvaguardando um acervo da época do garimpo e do coronelismo nas Lavras Diamantinas, no estado da Bahia.

Com entrada gratuita, a instituição museal fica instalada em um antigo casarão preservado do Centro Histórico da cidade. A visita é guiada e segue a ordem do acervo disponível ao público. Como peças que pertenceram a garimpeiros, famílias que residiram na antiga capital baiana do minério do diamante e do coronel Antônio Landulfo da Rocha Medrado, o temido Douca Medrado, é possível encontrar também um acervo religioso que reúne peças do catolicismo e do candomblé, indicando a presença do sincretismo religioso.

Uma tela com a imagem de D Pedro II é exposta na primeira sala do museu. Há também peças que se revelam de grande valor histórico como a bacia onde Douca Medrado tomava banho com auxílio de escravos e empregados e uma foto que registra a família reunida do coronel.

Segundo Pedro Kroger, representante da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Bahia (ABIH-Bahia), o número da ocupação hoteleira para o período da Fligê foi de cem porcento. A 450 quilômetros de Salvador, a cidade, de clima ameno, é rodeada por montanhas e com vários atrativos turísticos para serem visitados, como o cemitério Bizantino, o Museu Vivo do Garimpo, Museu Histórico de Mucugê, além das trilhas e cachoeiras. O clima nesta época do ano varia entre 12 e 24 graus.