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PRINCÍPIOS EDITORIAIS

Sob o pressuposto de que a difusão de informações confiáveis e opiniões qualificadas estimula o exercício da cidadania e contribui para o desenvolvimento das ideias e da sociedade, a Jussi Up Press declara compromisso com os seguintes princípios:

1 – Atribuir fontes às informações
Atribuir às fontes todas as informações que não sejam factuais ou que não possam ser verificadas com uma fonte independente. Não dar como certo o que o jornalista não presenciou.

2 – Checar os fatos
Outros veículos de mídia não são fontes. O fato de algum outro jornal dar um fato como certo não significa que ele é verdadeiro. A Redação deve checar com uma fonte.

3 – Racionalizar
Deve haver o cuidado com as próprias emoções, o ser humano está sempre emocionalmente envolvidos, ainda que não saiba disso. Mas durante uma apuração ninguém sabe o que de fato aconteceu (muitas vezes nem os réus). A Jussi Up Press deve reportar fatos e não as emoções dos seus jornalistas.

4 – Ouvir o outro lado
O cuidado com o que as pessoas envolvidas no processo falam deve existir sempre na apuração dos fatos. É natural que os alvos de reportagens queiram usar a mídia para influenciar a sociedade. Tudo tem de ter outro lado. Ou outros lados, pois muitas vezes há vários lados. Por isso é importante saber identificar com clareza quem são as diferentes partes envolvidas e seus interesses.

5 – Não julgar
O fato de os réus serem condenados no fim do processo não quer dizer que eles são culpados: ainda poderá caber recurso(s) e o veículo deve deixar isso claro. O mesmo vale se eles forem absolvidos. O processo só termina com o trânsito em julgado, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso. Não cabe ao veículo julgar, mas cabe ao jornalista deixar claro o que está acontecendo e o que ainda falta acontecer, e quais são os possíveis desdobramentos, ainda que eles sejam obscuros.

6 – Não prejulgar
Todos são inocentes até que haja prova irrefutável em contrário. Cabe à polícia e às autoridades competentes provar a culpa de forma inequívoca, e não à defesa provar a inocência. Apenas depois que a acusação apresentar tal prova é que a defesa do suspeito precisará provar que tal prova não é boa ou não é suficiente para condená-lo.

7 – Não propagandear
Evitar fazer propaganda de pessoas que só querem aparecer. Juristas, políticos e outros tantos gostam de dar entrevista para aparecer pois ajuda nos negócios, na carreira ou o ego. Manter o cuidado para não ser levado por informação errada ou não fazer propaganda dessas pessoas.

8 – Não expor inocentes
O ponderamento sobre o interesse jornalístico ou apenas curiosidade mórbida a respeito da vítima, testemunhas, acusado ou sua família e amigos. O cuidado com o que o veículo irá divulgar: nunca colocar a vida de alguém em perigo.

9 – Não destruir a vida de pessoas envolvidas com o fato
Não destruir a vida de alguém que pode ser inocente. Se o suspeito for inocentado, ele terá de reconstruir sua vida do zero. Deve existir o cuidado para não criar uma situação na qual essa reconstrução seja impossível. E mais: se ele não for condenado, sua vida ainda poderá estar em perigo. Basta alguém resolver fazer justiça com as próprias mãos (quase sempre levado pelas emoções exacerbadas por notícias falsas ou mal feitas).

10 – Não prever
O futuro é incerto. Não dar como certo um evento ou data futura sobre o qual ninguém tem controle. Atribua a quem disse. As partes podem tentar utilizar sua matéria para pressionar alguma autoridade, a outra parte ou indispor a sociedade contra alguém ou contra uma instituição. Além disso, não deve dar como certas as decisões de uma das partes ou de uma autoridade antes que elas ocorram. É muito comum uma das partes reunir a imprensa para dizer que está protocolando uma ação contra alguém, os jornais divulgarem, e no dia seguinte, o juiz indeferir o pedido da parte pelo que chamamos de inépcia do pedido, que é quando o pedido é formulado ao magistrado errado ou é impossível de ser julgado por algum motivo.

11 – Não deseducar
Só noticiar o que for comprovado através do conhecimento prático. A maior parte dos erros técnicos envolvendo questões jurídicas ocorrem quando o jornalista tenta explicar algo que não entende. Apenas depois que o jornalista responsável entender do assunto é que você deve tentar explicá-lo para sua audiência (ou fazer o que normalmente é chamado de 'didatismo' nas redações). Se ainda não tem certeza que entendeu o assunto, deve-se evitar falar a respeito. Mas se não for possível evitar falar do assunto, o caminho indicado é a confirmação com mais de uma fonte que o que está explicando está correto.