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O uso das aspas

SUELI DE BRITTO SALLES



1- Indicar nomes de publicações (científicas, literárias, da mídia) ou de obras artísticas. Também se incluem aqui outros tipos de títulos, como de artigo de jornal, crônica, de revista, capítulo de livro.

2- Assinalar o uso de palavras que fogem ao uso convencional, como jargões profissionais, gírias, palavras com erros gramaticais, expressões estrangeiras. Exemplo de uso: Os garotos classificaram o novo jogo como “irado” e muito “fashion”. Excluem-se os termos estrangeiros já incorporados e as palavras aportuguesadas.

3- Destacar expressões sendo mencionadas e não usadas (no futebol, o termo “chapéu” pode significar um tipo de drible) ou com sentido especial, como indicando ironia. Vale lembrar que a ironia não é indicada para textos dissertativos, nos quais se deve evitar o uso de aspas indicadoras de sentidos especiais.

Já nas crônicas ou em artigos de opinião de jornal, a ironia é bem comum. 

Veja, abaixo, em um fragmento do artigo “Patrulhas sexuais”, de Nelson Motta, um exemplo disso: Os Estados Unidos cancelaram uma doação de US$ 48 milhões para os programas brasileiros de combate à Aids porque nosso governo se recusou a excluir as prostitutas dos programas de prevenção e tratamento como queriam os americanos, que, na era Bush, fazem uma espécie de seleção moral para a sua “generosidade”. Para eles, quem vive de alugar seu corpo, sua companhia e seus serviços sexuais não merece ajuda para sobreviver à doença mortal.

Assim, as aspas possuem grande utilidade e podem aparecer nos mais diferentes tipos de textos, desde os científicos (em citações, indicações de palavras com sentido técnico, nomes de publicações...) até os mais descontraídos, como as crônicas (na marcação de ironias e demais sentidos figurados). Porém, como qualquer outro recurso gráfico, precisam ser usadas de modo preciso e bem dosado, evitando poluir a estética e prejudicar a clareza do texto.