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Vereadores questionam atraso no início do calendário levito em Jussiape

Foto: Will Assunção/JUP

José Roberto (MDB) e Edilando Brandão (MDB) questionaram, na sessão desta sexta-feira (15), o atraso no início do calendário letivo da rede pública municipal de ensino em Jussiape. Os vereadores, que formam a oposição ao governo Eder, cobraram uma providência imediata para que as aulas retornem.

O vereador José Roberto considerou um descaso as aulas ainda não terem iniciado. “Um desrespeito com os alunos, das autoridades responsáveis”, disse.

Em discurso no dia 15 de fevereiro, na volta das atividades da Câmara, o prefeito de Jussiape Eder Jakes (PP) disse que estava seguindo determinação do Ministério Público Federal (MPF), o que teria ocasionado o adiamento do início das aulas no município.

Ainda de acordo com o discurso do prefeito Eder, até então, MPF, Controladoria Geral da União (CGU), Tribunal de Contas do Município (TCM) e Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE) não haviam chegado a um acordo sobre como a licitação para o transporte escolar nos municípios deveria ser feita.

A Jussi Up apurou que, possivelmente, até hoje uma data seria definida para as aulas da rede pública municipal de ensino terem início. O Colégio Estadual Horácio de Matos compartilhou uma informação no seu perfil em uma rede social que diz que o início das aulas foi adiado para segunda-feira (18) devido à falta de transporte escolar.

Para o emedebista José Roberto, no entanto, a justificativa do prefeito não passa de uma “mentira”, e que o gestor teria recebido essa recomendação em outubro do ano passado. O parlamentar pede que Eder ou a própria secretária de Educação Cleudia Novais forneça explicações “porque o município não pode ficar sem aula”.

Ainda durante discurso, José Roberto afirmou que obteve informação de que o ensino fundamental em Caraguataí deixou de ser responsabilidade do Estado, e passou a integrar à rede de ensino do município, mas que não havia salas suficientes para os estudantes matriculados em 2019.

Na leitura do emedebista, a educação de Jussiape fica entre uma das piores dos municípios baianos. No entanto, ele explica que a sua fala é em defesa dos professores. O parlamentar defendeu também uma maior participação da família na vida escolar dos alunos em Jussiape.

Na interpretação de José Roberto, o prefeito teria insinuado que a culpa pelo desempenho da educação do município recaía sobre os professores. “É sabido aqui que, na administração, há muito tempo que não se muda. As pessoas que comandam a Educação são as mesmas. Será que o problema não está aí?”, indaga o vereador.

O presidente da Câmara Jadiel Mendes (PSD) disse que o prefeito quis dizer que “se o aluno não ajudar o professor, não vai ter um bom professor na sala de aula”.

Ao manter o discurso alinhado ao do colega de bancada da oposição José Roberto, o vereador Edilando Brandão (MDB) afirmou que a licitação do transporte escolar é “um jogo de cartas marcadas”, que tem sempre como vencedor a Araújo Transporte, empresa dirigida pelo genro do vereador Raul de Cassio (PDT), Diego Alves.

Ainda de acordo com Brandão, funcionários do transporte escolar estão com pagamentos atrasados há meses.

Em resposta à fala do emedebista, Raul de Cassio disse não saber das transações licitatórias. “Eu não sei. Pelo seguinte, eu não sei como começa nem como termina”.

O pedetista lembrou que, na gestão passada, havia sido citado pelos vereadores Jadiel Carvalho (MDB) e José Roberto, mas respondeu a mesma coisa.

“Não sei, não me intervenho. Não entro no meio. Não sei como começa nem como termina. Não tenho nenhum amparo. Eu sei, sim, da minha direção. Da minha casa, das minhas coisas. Agora, as que pertencem a terceiros não me cabem. Eu não sei como é feito. Então, o que eu posso dizer é isso, eu não sei de nada”, alega Raul de Cassio.

“Ou Vossa Excelência está equivocado ou Vossa Excelência finge de morto”, provocou José Roberto, na tréplica, ao dizer que Raul de Cassio deveria se inteirar sobre os processos licitatórios, e que a função de um vereador é a de fiscalizar. Em resposta a José Roberto, Raul de Cassio disse que “não se mete em licitação”.

Joacira Marques, integrante da tríplice do PRP na Câmara, afirmou que procurou o prefeito Eder em busca de explicações, mas que irá fiscalizar o calendário escolar para que sejam garantidos os 200 dias letivos.

A vereadora disse também que a diretora do Colégio Estadual Rodolfo de Abreu Jussimara Marques Pereira cedeu – ao atender o seu pedido – temporariamente salas da unidade para que os estudantes não ficassem sem aulas. Marques ressaltou ainda que o CERA apresenta um dos melhores desempenhos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as escolas do Estado da Bahia.

Segundo Mendes, faltam duas salas de aula, que deveriam ser concluídas neste fim de semana para que as aulas começassem na próxima segunda (18). No entanto, o presidente admite que não se informou direito se as aulas começam de fato no início da próxima semana.

Ao dizer que foi professor por 31 anos, Raul de Cassio alegou que “se as aulas não abriram até agora, há culpados, sim. Quem são eles? Quem faz parte da direção da escola, pode ser também do transporte e da gestão”. O vereador defendeu também que nas áreas da educação e saúde não pode haver indicação.