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Edilando lembra que término do contrato com Embasa está próximo

Foto: Will Assunção/JUP

Edilando Brandão (MDB) indicou o término do contrato entre o município e a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), em abril deste ano, na sessão da última sexta-feira (15), durante discurso de retorno às atividades da Câmara.

O emedebista se posicionou contrário ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) devido às brechas que o serviço pode apresentar, a exemplo do usuário não querer pagar a conta de água por manter grau de parentesco com políticos ou funcionários.

Brandão se tornou um crítico da gestão da concessionária em Jussiape diante dos históricos desagrados causados pela Embasa. “Este ano, temos que ser conscientes porque está doendo no bolso do consumidor e o descaso é grande”, afirmou o parlamentar. “A gente estava bebendo lama, agora que deu uma melhorada; a água estava chegando fétida em casa”, completou o emedebista.

José Roberto (MDB) defende a ideia de que uma audiência pública seja realizada para discutir se a concessionária deve permanecer operando os serviços de abastecimento e esgotamento sanitário em Jussiape ou se outro modelo de gestão da água é adotado.

Na ocasião, Edilando Brandão fez um alerta para a contaminação da água que a população em Jussiape consome. O vereador afirmou que o índice de tratamento de pessoas no município com problemas renais é enorme, no entanto, reiterou ao afirmar que o distúrbio na saúde pública não é de agora, “mas algo está errado”.

“Eu tenho medo da água que estamos bebendo”, completou Brandão.

José Roberto também se posicionou contrário ao uso indiscriminado de agrotóxicos no município e citou um episódio recente em que uma pessoa fez uso de veneno em uma plantação sem a mínima proteção necessária.

O prefeito de Jussiape Eder Jakes (PP) disse que “todos que compram agrotóxicos sabem do risco”, e explica que os produtores têm consciência de que as embalagens devem ser guardadas, e que existe uma campanha de recolhimento.

No entanto, o gestor afirmou que é muito comum encontrar em diversas propriedades rurais – não apenas em Jussiape – mas onde existe lavoura vasilhames soltos; “dá-se uma chuva, lava e vai tudo para o rio”, inteirou Eder.

O prefeito, que é médico, fez um alerta para o fluxo de poluente, que, segundo o gestor, “na população tem um efeito inverso”, já que é aumentado e age na cadeia alimentar de forma acumulativa, ou seja, “o que você acumula de veneno no seu organismo, você não vai eliminar”.

Eder explica que com o passar do tempo, o que foi acumulado de veneno no organismo leva a uma série de problemas de saúde dos quais Dom Basílio, cidade vizinha a Jussiape, foi alvo de um estudo da Universidade Federal, devido o alto índice de câncer de intestino encontrado na população.

O controle da qualidade da água e da retirada desse recurso do rio das Contas, que corta o município, e atualmente é explorado pelo agronegócio também foi tratado pelo prefeito, ao indagar qual seria a melhor solução para preservar o rio.

Eder diz que é preciso ampliar o sistema de captação de água em Jussiape, que custaria em torno de R$ 580 a R$ 600 mil.



IMPOSTOS
Na sessão da última sexta, a necessidade da cobrança de impostos pelo município também foi tema de debate em plenária. A discussão teve início com o discurso do vereador José Roberto, que pontuou a relevância da taxação dos produtos agrícolas.

Como produtor de maracujá, o presidente da Câmara Jadiel Muniz (PSD) afirmou que em Caraguataí sai, em média, dez caminhões de maracujá por dia, em época de safra, e lembra que o imposto não é cobrado em Jussiape.

Mendes sugere que os vereadores se reúnam com o prefeito para decidirem como “essas notas podem ser cobradas em Jussiape, gerando mais renda para o município”.

ALERTA PARA O RIO DAS CONTAS
“Não vai demorar muito para o rio secar, e Jussiape só tem uma riqueza e se chama Rio das Contas”, alertou José Roberto para a situação do rio no município.

“Eu não vejo ninguém defendendo o rio aqui, eu não vejo ninguém preocupado aqui. Eu acho que é o bem maior aqui; a nossa riqueza”, pontuou o emedebista. No entanto, o parlamentar ressalta não ser contra o cultivo de maracujá no município.

“A gente deveria formar uma comissão na Câmara e chamar a Prefeitura, a sociedade para discutir”, declarou o vereador.