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‘O quanto está se jogando de agrotóxico, aqui, na margem do rio?’, questiona vereador

O Rio das Contas Foto: Will Assunção/JUP

O vereador José Roberto (MDB) fez um alerta, na última sexta-feira (7), para a situação do Contas, ao dizer que “se não tomar uma providência, vão acabar com o rio”.

“Alguém sabe dizer o quanto está se jogando de agrotóxico, aqui, na margem do rio?”, indagou o emedebista sobre não haver nenhuma pesquisa para medir os danos causados pelo uso descontrolado de agrotóxico no município.

Edilando Brandão (MDB), membro da bancada da oposição na Câmara, já havia levantado a hipótese de que o uso indiscriminado de agrotóxico no município poderia estar correlacionado ao aumento do índice de casos de pessoas com problemas renais.

“O rio vai secar e não vai demorar muito”, alertou José Roberto.

O vereador José Roberto Foto: Will Assunção/JUP

Brandão também defende a criação de uma comissão para organizar e fiscalizar o uso e a retirada, por bombas, da água do rio no município para a irrigação.

O emedebista disse que há pessoas que utilizam 500 litros de água por hora, no entanto, ele explica que o plantio de manga e maracujá não precisa dessa quantidade de água. Ele ressalta a necessidade do apoio técnico da Prefeitura Municipal de Jussiape com agrônomos e outros profissionais para esses produtores.

Na mesma sessão, o vereador José Roberto elevou o tom com a Empresa Baiana de Águas e Saneamento, responsável pela gestão da água no município. O parlamentar fez críticas à concessionária, que, segundo ele, “não possui credibilidade, trata muito mal os seus clientes e presta um péssimo serviço onde atua”.

Com o contrato entre a concessionária, que possui como maior acionista o Estado da Bahia, e Jussiape previsto para vencer em 2019, um dos pontos mais discutidos é a diminuição do tempo estabelecido na concessão da gestão da água no município.

José Roberto aponta como solução viável a criação de um projeto de lei pelo Executivo que permita a abertura de processo licitatório para empresas concorrerem à operação dos serviços de abastecimento e esgotamento sanitário em Jussiape.

O vereador explica que, no projeto de licitação, deveria prever, por exemplo, treinamentos adequados aos funcionários empregados pela empresa vencedora do certame, manutenção periódica dos equipamentos e estrutura da ETA, diretos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho e uma comissão para fiscalizar a empresa responsável pela gestão da água.

O emedebista deixa clara que é contra a permanência da Embasa em Jussiape e a adoção de um serviço autônomo de água e esgoto, o qual colocaria a Prefeitura como o órgão responsável pega gestão dos recursos hídricos no município.

Ele apresenta como proposta um novo modelo de gestão da água para o município com menor prazo de concessão, previsto em edital. Outro item abordado na fala do parlamentar é a determinação para que a empresa vencedora da licitação conceda em contrapartida patrocínios a eventos e incentivos à manutenção da cultura local.