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Chove muito em Jussiape neste instante, e isso é bom!

Foto: Will Assunção/JUP
Este sábado amanheceu sob ameaças de fortes pancadas de chuva. De um lado do céu, o sol raiava forte, do outro, nuvens, que mais se pareciam cumulonimbus, brotavam escuras e impiedosas sob o domínio da previsão, inclusive, de um alerta emitido pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (Inema).

Muita gente se apavorou, e nós, cá do sertão, nos dividíamos em um dilema que se apresentava entre rezar para a chuva cair, mas cair de mansinho, e nos precaver com possíveis temporais, que os Céus ou São Pedro insistem por capricho ou danação.

O certo é que a chuva caiu. Caiu mansa e despretensiosa com alguns trovões. Água danada de boa, quem viu os primeiros pingos dela cair pôde assistir a um espetáculo que fez o céu se dividir e molhar primeiro um lado da terra para depois o outro – vide a fotografia acima. Coisa da natureza, que encontra hora certa para derramar uma benção para o sertanejo, que é o nosso povo.

A chuva, que tem decidido ficar entre a gente por dias seguidos, fez a barragem Duas Ilhas transbordar – aquilo, na verdade, foi um choro de emoção e agradecimento por ver sua terra molhada novamente e livre da sequidão que tanto nos castigou.

A vazão do rio, que ontem tinha em sua água a cor do barro, hoje, exibe imensidão e beleza. É certo que há mais água por cair, e isso é muito bom. É bom porque Jussiape convive com meses seguidos de seca e no fim do ano todos esperam que a chuva venha. No entanto, além de trazer vida, ela nos traz um questionamento alinhado a uma reflexão acerca de como devemos utilizar a água – recurso que é nosso maior tesouro – e hoje, neste momento, temos em abundância. Mas sabe-se lá amanhã.