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A divisão da organização dos textos

A organização estrutural divide-se entre os níveis:
– superestrutural;
– macroestrutural;
– microestrutural.

O nível superestrutural é o que diz respeito, de modo geral, aos gêneros (carta, ensaio científico, cartum, outdoor, telefonema, telegrama, e-mail, receita de bolo, relatório etc.) e tipos textuais (narrativo, descritivo, expositivo etc.); e de modo mais específico aos modelos ou estruturas cognitivas globais: as inferências, frames, esquemas, scripts e planos.

O nível macroestrutural é o que diz respeito aos fatores de textualidade ou fatores de coerência: princípio de interpretabilidade, situação comunicativa, conhecimento de mundo e conhecimento partilhado, polifonia, intertextualidade, intencionalidade, informatividade etc.

Já no nível microestrutural, ou seja, o da coesão textual, há três grandes níveis de coesão e seus subtipos, conforme se mostra a seguir:

1. Coesão referencial por substituição (proformas pronominais, verbais, adverbiais, numerais) e por reiteração (repetição do mesmo item lexical, sinonímia, hiponímia e hiperonímia, expressões nominais definidas, nomes genéricos).

2. Coesão recorrencial por recorrência de termos, paralelismo, paráfrase, recursos fonológicos (segmentais e suprassegmentais).

3. Coesão sequencial que pode ser temporal (ordenação linear, expressões ordenadoras ou continuadoras, partículas temporais, correlação dos tempos verbais) e por conexão por meio dos operadores do tipo lógico, operadores do discurso e pausas.