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Linguística comparativa ou histórica


Com os avanços dos estudos da linguística, começam a ser questionadas as ideias que destacam a superioridade da língua escrita em detrimento da falada. A linguística comparativa (ou histórica) é a que primeiramente apresenta essas críticas.

Apesar disso, é de tal monta a força dessa abordagem prescritiva que até hoje se faz sentir e está muito presente em várias abordagens de ensino de línguas, em especial da língua materna, resultando no chamado preconceito linguístico e em um parco conhecimento do funcionamento da língua pelas pessoas em geral, mesmo depois de muito tempo de vida escolar.

A linguística comparativa deu início à investigação cuidadosa e objetiva dos fatos da língua, explicados por hipóteses indutivas e de acordo com a concepção do que se poderia chamar de ciência da época. As investigações sobre a estrutura das línguas europeias foram comparadas à estrutura descrita do sânscrito, resultando na identificação de semelhanças entre várias línguas.

A descoberta dessas semelhanças levou à construção de uma hipótese sobre a origem das línguas, ou melhor, uma hipótese de que línguas europeias e a língua indiana tivessem se originado da mesma língua-mãe, que foi a denominada língua indo-europeia. O indo-europeu é uma família linguística que engloba a maior parte das línguas europeias antigas e atuais. Dizemos “família”, pois existe uma relação de parentesco entre as línguas que a constituem.

A relação de parentesco é estabelecida em função das semelhanças observadas, que em geral são de dois tipos: semelhanças de vocabulário e semelhanças de estrutura gramatical. Costuma-se dizer que quando duas ou mais línguas são aparentadas, é porque evoluíram de uma língua precedente comum, aponta Lyon.

A língua portuguesa pertence ao grupo ou ramo itálico, com cerca de 550 milhões de falantes em todo o mundo, junto de outras línguas como galego, espanhol, catalão, francês, italiano, romeno e outras.