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Gramática tradicional, normativa ou prescritiva


A gramática tradicional nada mais é do que a que sempre estudamos na escola, desde as séries iniciais. Ela está voltada ao reconhecimento dos elementos constituintes da língua, aos exercícios de análise sintática e de conjugação verbal, que focalizam, via de regra, a correção dos “desvios” cometidos em relação ao uso da língua.

“Desvios” porque, quando olhamos para essa gramática, percebemos como ela se preocupa com uma língua determinada por estruturas e padrões, que não poderiam ser violados jamais, e não demonstra preocupações em relação à forma como essa língua e seu uso tiveram origem, como se deu seu desenvolvimento, quais suas finalidades.

Assim entendida, a gramática tradicional é um modelo teórico voltado à descrição da língua e de suas estruturas.

A gramática tradicional também tem sido chamada de gramática normativa ou gramática prescritiva.

Essa gramática é anterior ao advento da linguística e se caracteriza como uma tentativa de estabelecer um “ordenamento lógico em uma dada língua e definir normas que
determinam o que é correto ou não no uso dessa língua. Esse ordenamento lógico ao qual nos referimos nasceu de uma necessidade imposta aos estudiosos já no tempo dos gregos, com Aristóteles. Discutia-se, naquela época, uma séria questão sobre a língua e sobre os nomes dados às coisas.

Do que foi apresentado sobre a gramática tradicional, podemos destacar duas ideias muito importantes para as discussões que se seguem e para a formação de todos aqueles interessados em estudar a linguagem.

São elas:

1. a ideia de que a língua escrita é superior e mais correta do que a língua falada;
2. a ideia de que as mudanças observadas sejam frutos de um processo de deterioração ou corrupção das línguas.

Essas duas afirmações trazem como consequência uma visão prescritiva de gramática. Em outras palavras, apresentam uma abordagem de gramática como um conjunto de regras que deve ser obedecido pelos falantes para escreverem e, mais importante ainda, falarem corretamente. Trata-se de um conjunto de regras construído com base em análises da língua escrita.