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Conceitos básicos do gerativismo e análise gerativista

Chomsky apresentou sua proposta teórica em um livro intitulado Estruturas Sintáticas (Syntatic structures), publicado na década de 1960. A partir daí essa teoria sofreu uma série de reformulações.

As duas teorias apresentadas neste texto – o estruturalismo e o gerativismo – constituem bases teóricas muito importantes nos estudos da linguística. A partir delas muitas outras teorias foram construídas, permitindo o crescimento das discussões científicas sobre a linguagem.

Na primeira apresentação de sua teoria, Chomsky definiu a linguagem como um conjunto de sentenças formadas por elementos linguísticos. A quantidade de sentenças possíveis em uma língua é infinita. Pense você: em um único dia de sua vida, quantas sentenças diferentes você ouve e quantas outras podem ser criadas a partir das ouvidas? No entanto, nem todas as combinações possíveis de elementos da língua resultam em sentenças possíveis dentro da língua.

Basta lembrar o exemplo já apresentado “bola jogam meninos os”. Podemos
notar que existem regras para a constituição dessa sentença e que essas regras foram ignoradas. Podemos dizer, entre outras possibilidades:

Os meninos jogam bola.

Os meninos que gostam de futebol jogam bola.

Os meninos que gostam de futebol e torcem pela Ponte Preta jogam bola.

Victor disse que os meninos que gostam de futebol e torcem pela Ponte Preta jogam bola.

Rachel contou que Victor disse que os meninos que gostam de futebol e torcem pela Ponte Preta jogam bola.

Podemos perceber, a cada sequência apresentada, que fica mais difícil produzir e compreendê-las.

Isso significa que, apesar de a quantidade de sentenças ser infinita, a extensão de cada uma delas é limitada. Você pode notar, no entanto, que nesse caso a limitação é decorrente de limitações da memória e não de fatores propriamente linguísticos. Ou seja, a limitação da memória afeta o uso, não o conhecimento.

Para Chomsky, o linguista deve ser capaz de construir uma gramática por meio da qual seja possível gerar todas as sentenças possíveis de uma língua e apenas as possíveis. Ou seja, o linguista deve ser capaz de, por meio de sua gramática, dizer o que pertence àquela língua e o que não pertence; o que pode ser dito e o que não pode ser dito naquela língua; quais das “sequências finitas são sentenças e quais não são”.

O gerativismo também se trata de uma teoria, um conjunto de hipóteses empíricas sobre o que é a linguagem; ou seja, um outro ponto de vista sobre o objeto. Estabeleça um paralelo entre o que está sendo dito sobre esta teoria da linguagem e o que já foi dito sobre o estruturalismo.

Além do mais, sendo a linguagem uma capacidade inata e específica da espécie humana (já que transmitida geneticamente), devem existir propriedades universais da linguagem. Cabe aos linguistas, portanto, encontrar essas propriedades universais de modo a ser capaz de descrever uma teoria geral da linguagem.