Header Ads

LightBlog

Em pronunciamento de resposta, secretária de Saúde Simone Aguiar diz que José Roberto ‘nada faz pela população jussiapense’

A secretária de Saúde de Jussiape Simone Aguiar Foto: Will Assunção/JUP

“Por minha iniciativa, eu compareço a esta Casa Legislativa para exercer o direito de resposta”, disse a secretária de Saúde de Jussiape Simone Aguiar ao se pronunciar após declarações do vereador José Roberto (MDB).

José Roberto afirmou, na sessão do dia 3 de agosto, que, baseado em uma conversa de caráter confidencial com Simone Aguiar – que ele disse ter – a responsável pela pasta de Saúde do município teria admitido que não goza de autonomia, ficando, portanto, as decisões concentradas nas mãos da primeira-dama Hilda Rejane.

O emedebista ainda disse acreditar que a secretária Simone Aguiar possui “muito amor ao dinheiro”, ao se referir ao salário de um secretário no município.

No entanto, em sua defesa, Simone Aguiar afirmou que o vereador faltou com a verdade e ressaltou a sua indignação com o episódio. A secretária de Saúde repudiou as declarações do vereador ao questionar as circunstâncias em que ela teria lamentado, ainda que em caráter confidencial, desabafos sobre não possuir autonomia na gestão da pasta de Saúde.

“Gostaria de saber do vereador José Roberto em qual dia, horário e local que eu estive na presença dele me lamentando, confidenciado e desabafado que eu não tenho autonomia a respeito da minha Secretaria”, disse.

A secretária nega que esteve com o vereador e afirma que não mantém contato com o parlamentar, “tampouco afirmei que eu não tenho autonomia”, completou.

Simone declarou que “o vereador é um agente político popularmente eleito, que deveria defender direitos dos munícipes e, sobretudo, garantir respeito e reconhecimento a todos aqueles que garantem as ações municipais”.

“Seu papel como vereador, senhor José Roberto, é elaborar projetos, emendas, resoluções, e não o de mentir e denegrir a imagem de minha pessoa”, completou a secretária de Saúde em plenária na Câmara de Vereadores.

Para Simone Aguiar, o pr0nunciamento do vereador não se sustenta na lógica e denota apenas desrespeito “porque o que você disse perante todos a respeito da minha pessoa foi uma afirmação falsa, vergonhosa, ordinária e mesquinha, com objetivo de prejudicar a minha pessoa perante o prefeito municipal e os munícipes”.

A secretária de Saúde alegou ainda que exerce a sua função “com total autonomia com limites de um cargo”. Simone Aguiar pontua também que seu pronunciamento de resposta serve “para que todos saibam o tipo de vereador que, infelizmente, temos hoje representando aqui a população”.

“Talvez o vereador não tenha ciência das consequências jurídicas da difamação que cometeu, mas eu poderia processá-lo por danos morais, causados pela sua atitude mesquinha”, reiterou Simone Aguiar.

A secretária ainda classificou a fala do vereador como “imoral” e “antiética”.

Simone reiterou que “quem tem muito amor e apego ao dinheiro é o vereador, porque nada faz pela população jussiapense, utilizando o seu cargo apenas com o objetivo de receber os correspondentes subsídios”.

Simone seguiu com o seu pronunciamento afirmando que enquanto outros vereadores procuram pela Secretaria de Saúde, o vereador José Roberto nunca se deu ao trabalho de fazer uma visita ao órgão. A secretária conclui sua fala com uma frase bíblica. “Quando Deus abre uma porta, o homem não fecha”, finalizou.

OUTRO LADO
Em contestação ao pronunciamento da secretária de Saúde Simone Aguiar, José Roberto disse lamentar o episódio e chamou o ato durante a sessão de “palhaçada”, e afirmou não ter medo. “Eu sei de quem vem as ordens [...] para me intimidar”, pontuou.

O emedebista disse que sobre a conversa [com a secretária de Saúde Simone Aguiar] “foi quando a secretária esteve [pela última vez] na Câmara”. E completou ao afirmar que a responsável pela pasta de Saúde teria dito que “‘o problema, Zé Roberto, é que a gente não tem autonomia’”.

“Eu tenho autonomia para falar [...]; pois eu fui eleito, eu tenho procuração para falar”, declarou José Roberto durante discurso.

“Eu não sou secretário, e não fui nomeado, não. Eu fui eleito pelo povo”, completou.

“Você disse que eu presto um desserviço ao município de Jussiape, mas quem vai julgar não é Vossa Excelência, não. Quem vai julgar é o povo. Se o povo entender que o vereador José Roberto, na próxima eleição, não deva voltar para a Câmara, não tenho problema. Nós vivemos na democracia”, pontuou.

O parlamentar afirmou que não retira o que disse: “você tem amor ao dinheiro, e não ao cargo”, repetiu. “Não retiro; é uma opinião minha”, completou. E explica que “o vereador tem imunidade na sua fala”. José Roberto acredita que, na verdade, a secretária é quem foi desrespeitosa.

Na mesma ocasião, o emedebista afirmou também que o secretário de Governo e Administração, Everton Novaes, teria dito a ele que não possui autonomia e volta a questionar a secretária: “será que Vossa Excelência tem autonomia mesmo?”.

Ao enfatizar que ele possui a procuração do povo, o vereador afirmou que não será a secretária ou a Prefeitura que o irá calar. E finaliza questionando a secretária se os PSFs do município estão funcionado, pois “ela deveria dar explicação ao povo”.