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O que torna uma fotografia icônica?

Foto: Arquivo ZP/JUP

Vários aspectos apresentados em uma única imagem, claro. Mas arrisco dizer que a espontaneidade e a isenção da intenção em registrar uma cena que futuramente se tornará um registro histórico – a inocência (ou mesmo a falta dela) do fotógrafo em capturar, através das lentes, um momento que se eternizará – geralmente vêm acompanhados de uma lendária fotografia.

É um tanto óbvio que outros ingredientes, como contexto histórico, ângulo, ousadia, personagens presentes no momento do click, elementos singulares, entre outras particularidades, indubitavelmente, influenciarão na composição de um excelente registro fotográfico. Entretanto, o simples sempre pode nos surpreender no momento da revelação de uma imagem, mesmo em tempos de câmeras digitais. A fotografia recém-visualizada no visor de uma máquina DSLR é apenas o começo de uma longa jornada para o universo da fotografia.

Neste artigo, há duas imagens clássicas de Jussiape do século 20. A primeira retrata mãe e filha (figuras centrais na imagem), cercada de alguns amigos, em um momento de descontração, na segunda metade do século 20. Enquanto a segunda, traz cavalheiros em um bar, na Praça Rodrigo Alves Teixeira, no centro de cidade, jogando sinuca, na primeira metade do século passado, provavelmente na década de 1940.

Detalhes importantes nas fotos podem ser vistos, como a moda da época – vide as vestimentas e cortes de cabelo – comportamentos ditados pelas efemérides, arquitetura, produtos arranjados nas prateleiras do comércio, publicidade estampada nas paredes, mobiliário e outras minúcias que preenchem o quadro com riquezas que qualquer fotógrafo prezaria ao buscar por uma fotografia de época.