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Karl Marx e o materialismo histórico e dialético

Karl Marx (1818-1883) nasceu em Treves, na Alemanha. Ao terminar o ensino secundário, matriculou-se na Universidade de Bonn para estudar direito, mas não concluiu seus estudos. Em 1836, matriculou-se na Universidade de Berlim, onde se dedicou ao estudo de história e filosofia.

Foto: ReproduçãoNessa época, entrou em contato com o pensamento filosófico de Hegel (1770-1831), que exerceu grande influência na formulação de suas teorias. Marx terminou seu doutorado em filosofia pela Universidade de Iena em 1841 e foi colaborador do jornal Gazeta Renana, onde escreveu matérias que expressavam problemas políticos e sociais. Com o fechamento do jornal, migrou para a França para publicar a revista Anais Franco-Alemães.

Em 1845, Marx foi expulso da França e se refugiou em Bruxelas, onde participou da Liga dos Comunistas. Em 1848, publicou o Manifesto do Partido Comunista junto com Friedrich Engels. Marx teve uma vida ligada à militância política ao lado dos trabalhadores e esteve durante vários anos no exílio, principalmente entre França, Bélgica e Inglaterra.

Suas principais obras são:
A ideologia alemã (1845);
Manifesto do Partido Comunista (1848);
O capital: crítica da economia política (1867).

Marx foi um pensador que recebeu influências de várias ciências e teve peso na atuação política de muitas gerações que o sucederam. Karl Marx foi fortemente influenciado por Hegel (1770-1831), que sistematizou os princípios da dialética.

A dialética considera que as coisas possuem movimento e estão relacionadas umas com as outras. Desse modo, a realidade seria vista como um constante devir e seria marcada pela luta de opostos, como, por exemplo, vida versus morte, saúde versus doença etc. Nesse modelo de análise, é a contradição que atua como verdadeiro motor do pensamento.

Para Marx, os fatos econômicos constituem a base sobre a qual se apoiam outros níveis de realidade, como a religião, a arte e a política, por exemplo. Assim, ele parte da análise da estrutura econômica da sociedade para colocar em evidência os antagonismos e contradições do capitalismo.

Marx considera que o capitalismo se baseia na exploração do trabalho, uma exploração oculta, mascarada. A dominação burguesa não se restringe ao campo econômico, mas se estende ao campo político, que se apoia no Estado para reprimir a classe trabalhadora.

No plano cultural, a dominação burguesa se dá pelo controle dos meios de comunicação de massa, que difunde os valores e concepções da burguesia.

A teoria de Marx teve longo alcance e adquiriu dimensões de ideal revolucionário e de ação política efetiva. Suas ideias tiveram ampla repercussão em todo mundo, incentivando a formação de partidos marxistas, de sindicatos contestadores da ordem e de revoluções como a Revolução Russa (1917), a Revolução Chinesa (1949) e a Revolução Cubana (1959).