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Formação de palavras: derivação, composição e seus tipos


A língua portuguesa dispõe de diferentes processos de combinação de morfemas para formar novas palavras. Para compreender esses processos precisamos retomar alguns conceitos; vejamos:

Palavras primitivas: são aquelas que não derivam de outras palavras.
Exemplos: dia, casa, flor.

Palavras derivadas: são aquelas que derivam de outras palavras.
Exemplos: diário (de dia), casarão (de casa), floreira (de flor).

Os principais processos de formação de palavras são a derivação e a composição.

Derivação consiste na formação de palavras novas (derivadas) a partir de palavras já existentes na língua (primitivas).

Há diferentes tipos de derivação:

Prefixal (ou por prefixação) - ocorre quando há acréscimo de um prefixo a um radical.

Sufixal (ou por sufixação) - ocorre quando há acréscimo de um sufixo a um radical.

Parassintética (ou por parassíntese) - ocorre quando há acréscimo simultâneo de um prefixo e um sufixo a um radical.

Regressiva - ocorre quando a palavra nova é formada pela redução da palavra primitiva. Esse tipo de derivação forma principalmente substantivos a partir de verbos.

Imprópria (ou conversão) - ocorre quando há mudança da classe gramatical de uma palavra primitiva sem alterar sua forma.
Exemplo: O jantar estava ótimo. (A palavra jantar é um verbo, mas na frase funciona como substantivo, pois houve a inclusão do artigo “o” antes da palavra).

Composição ocorre quando a palavra é formada pela união de dois ou mais radicais. A composição pode ocorrer por justaposição ou por aglutinação.

Justaposição - ocorre quando não há alteração dos radicais que se unem.
Exemplo: passatempo, pé-de-moleque, couve-flor, pontapé.

Aglutinação - ocorre quando há alteração em pelo menos um dos radicais que se unem.
Exemplo: planalto (plano + alto) embora (em + boa + hora) aguardente (água + ardente).