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Ao comer um bom queijo, rogue a Dio: conheça 3 iguarias que ganharam o nosso paladar

Queijo gorgonzola Foto: Will Assunção/JUP

Ainda de olhos fechados, ao dar a primeira mordida, pensei que estivesse no paraíso. Mas os três segundos conseguintes me fizeram despertar de pensamentos e acreditar que é possível vislumbrar a terra prometida pelo paladar. O sabor e o cheiro daquela iguaria amarelada me fizeram ter o prazer que poucos conhecem da forma como os verdadeiros italianos sabem apreciar. Ao comer um bom queijo, deve-se vangloriar sobre o momento, repudiar os inimigos e agradecer aos deuses pela graça, assim como Dante Alighieri fez com a morte na Divina Comédia.

Italiano que se preze deve ser apaixonado por pasta, falar com gesto, quero dizer, con gesti. Levantar a mão, unir as pontas os dedos e balançar com cadência e dizer, tocando os lábios: Mamma Mia! Che prodezza di vita! Grazie, Santo Dio! Sem querer fixar estereótipos, mas ao pintar um retrato de um perfeito cenário italiano, nós podemos dizer que é desta forma que funciona a casa de mia madre.

A variedade que existe de queijo é quase a mesma quantidade de tonalidade de peles que rondam as praias brasileiras, sem falar que ambas provocam comichões de prazer em nós – feitos de carne, osso e desejo. Nenhuma mesa seria feliz apenas com bons pães e vinhos. Os bons queijos, sabiamente escolhidos, possuem uma variedade absurdamente rica de texturas, aromas e sabores. Aí depende de ingredientes vitalícios como o tipo de leite, se é de vaca, cabra, ovelha ou búfala. E de como ele é preparado. Existe um ritual no preparo de cada tipo de queijo.

Por detrás de obras-primas, escondem-se verdadeiros mestres-queijeiros que, com talento e dom, criam pedaços únicos do paraíso gastronômico. A dedicação é visível na paixão de preparar uma iguaria divina. Ninguém consegue simplesmente degustar. No fim, todos se deixam ser levados pelo pecado mortal da gula.

Numa noite fria, atípica da Chapada Diamantina, tive o prazer de me deliciar com alguns diferentes sabores de queijo.

O primeiro a ser cortado com uma precisão cirúrgica foi o Gorgonzola, italiano de origem, é considerado tão célebre quanto o francês Roquefort, elaborado a partir de leite de vaca, sua denominação original é Stracchino di Gorgonzola. Muitos o chamam de queijo azul, pelo abundante crescimento do mofo Penicillium roqueforti, responsável pela tonalidade azul-esverdeado, com sabor e aroma característico, tendendo ao picante. Nele, o mofo se completa por volta dos 30 dias de maturação, momento em que normalmente o queijo é embalado.

O segundo a ganhar espaço entre os pães foi o Cheddar, um queijo originário de uma pequena cidade de mesmo nome, na província de Sommerset, no sudoeste da Inglaterra. A delícia de cor alaranjada é um dos queijos mais consumidos no mundo todo, principalmente nos países de língua inglesa como Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, Canadá e Nova Zelândia. No entanto, existe diferença entre o queijo Cheddar, consumido em pequenos mercados espalhados pelo mundo, e o Cheddar americano, que é empregado como matéria prima para o grande consumo.

Por último, mas não menos saboroso, o de sabor mais sutil: o queijo Mozarella. Em bolinha, ele traz um sabor levemente ácido, pronto para ser consumido em diversos pratos, incluindo a pizza, pães e tantos outros refinados.