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A cruzada contra a bancada vazia de cada dia

PUBLICADA ORIGINALMENTE EM JULHO DE 2016

Foto: Will Assunção/JUP

O Brasil é o país que mais perde católico no mundo. Esta realidade preocupa a Igreja Católica e, por conta disso, o papa Francisco vem adotando uma postura revolucionária dentro da Santa Sé, sede do governo do Vaticano. De toda a população brasileira, 28% são evangélicos. Há cerca de sessenta anos atrás, na década de 1950, eram apenas 3,4%. Nas últimas cinco décadas, o país sofreu grandes transformações e se transformou em uma nação urbana formada de periferias, privando as relações comunitárias e familiares, o que ocasionou a perda de costumes que elas mantinham em seus lugares de origem. O vácuo deixado pelo novo cenário social fez com que as pessoas buscassem novas saídas filosóficas para as suas vidas, encontrando quase sempre em alguma esquina algum fiel evangélico disposto a convertê-lo.

A Igreja Católica também encontra um grande desafio, lidar com a burocracia dentro do seu gigante monopólio. É cada vez mais difícil catequisar alguém disposto a seguir a doutrina católica devido a sua dificuldade em se manter no tempo presente. E, por conta disso, Francisco está cada vez mais aproximando a Igreja da parcela, antes menosprezada pela Igreja, como os homossexuais, os divorciados e aqueles que defendem a legalização do aborto.

Por outro lado, os evangélicos possuem facilidade em montar e desmontar igrejas, formar sacerdotes e ocupar lugares nas comunidades moldando a fé de acordo as necessidades apresentadas. Se um fiel é enfermo, os evangélicos criam a teologia da cura baseada na fé, em que se o indivíduo desejar se curar, ele provavelmente conseguirá, desde que ele tenha fé baseada na palavra pregada pela Bíblia.

Em contramão, o pontífice levanta a bandeira da Renovação Carismática, resposta católica às conquistas evangélicas. Recente o papa Francisco anunciou que vai “rasgar e rescrever” a Constituição Apostólica. A decisão de Francisco em reformar não apenas a burocracia do Vaticano, mas toda a Igreja Católica, principalmente, a forma como se comunica com seus fiéis acendeu a fé em muitos católicos espalhados pelo mundo. A ideia é de descentralizar as ações por parte da Santa Sé. O papa chegou a criticar os integrantes da Cúria Romana e classificou a alta cúpula como “a lepra do papado”, em entrevista ao jornal italiano La Repubblica.

O pontapé para uma nova cruzada já foi dado e começou com a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) no Brasil, onde Francisco reuniu milhões de jovens em Copacabana, Rio de Janeiro, onde foram classificados como os “protagonistas da mudança”.