Header Ads

LightBlog

‘Ilustríssimo’, ‘digníssimo’ e ‘doutor’: utilizá-los ou não?

Digníssimo e ilustríssimo –formas de tratamento que eram utilizadas até o ano de 2002 – foram abolidas com a publicação do novo Manual de Redação da Presidência da República, explicando, quanto ao primeiro, que a dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação.

O uso de doutor – Doutor não é forma de tratamento. É um título conferido unicamente pela universidade para alguém que concluiu a pós-graduação doutorado e deve ser utilizado somente nas cerimônias universitárias, quando se tratar de pessoa que tem tal grau.

Exemplo da colocação deste título em um roteiro de cerimônia universitária:
“Com a palavra o Professor Doutor Fulano de Tal, para o seu proferimento e encerramento desta solenidade”.

Há de se argumentar que a pessoa que conclui o bacharelado recebe o título de bacharel. E ninguém se dirige a uma pessoa que terminou um curso universitário chamando-o de bacharel, porque bacharel, assim como doutor e mestre, são títulos acadêmicos.

Os títulos honoríficos também são outorgados por uma universidade a personalidades que tenham se destacado pelo conhecimento em favor das Letras, das Artes, das Ciências, da Filosofia ou de melhor entendimento entre os povos. São prêmios de reconhecimento da instituição acadêmica para os agraciados. Não devem ser confundidos com doutorado, pós-graduação stricto sensu e, igualmente, não devem substituir forma de tratamento.

Um dos títulos honoríficos mais conhecido é o de Doutor Honoris Causa.

Portanto, o correto é se referir às pessoas usando as formas de tratamento devidamente indicadas pela gramática da Língua Portuguesa.