Header Ads

LightBlog

Qual a trilha sonora da sua vida?


Algumas canções compuseram a trilha sonora da minha vida. Sou alguém que necessita de música para viver. Sempre foi assim. Sou dramático por excelência e, para tanto, preciso da arte para completar a cena da minha existência. Achei dez um número muito limitado para ter que listar as canções que fazem (ou fizeram) parte da minha jornada; foi uma árdua tarefa, mas eu consegui. Ficaram muitas outras faixas que eu gostaria de incluir neste repertório, no entanto as escolhidas foram as que realmente marcaram de alguma forma o meu caminho pelo mundo.

1. Someday, dos The Strokes
Sem sombras de dúvida, esse é o hino da minha vida. Someday traduz fielmente a fase de transição da minha juventude para a fase adulta. Minhas promessas, frustações e os desajustes de qualquer jovem do meu tempo. The Strokes sempre ocupou o status de uma das minhas bandas favoritas. Havia, por minha parte, certa fixação pelo guitarrista da banda, Nick Valensi. Era uma espécie de platonismo. Cheguei a um ponto em que me vestia como ele, até o corte de cabelo era o mesmo, tudo em nome do rock’n’roll, da liberdade e da última noite gasta com cervejas e cigarros Marlboro.



2. Upside Down, de Jack Jhonson
Na infância e na adolescência, eu passei a maior parte das minhas férias em Salvador, Vilas do Atlântico e em outros litorais do Brasil, sempre com amigos, praia, sol e muita música. Durante todo o verão, a gente sempre ouvia muito surf music. De todas as canções desse estilo, Upside Down, de Jack Jhonson, marcou muito aquela época. Hoje em dia, eu sempre levo essa canção comigo e o significado que ela traz.



3. Kids, de MGMT
Kids possui um sentido dual: ao mesmo tempo em que ela, inicialmente, traduz uma intensa e explosiva felicidade que eu já sentir na vida, a canção também me traz uma definição de tristeza. É como se um monstro roubasse o mais saboroso doce de uma criança após ela ter experimentado e gostado.



4. Piazza, New York Catcher, de Belle & Sebastian
Eu chamei alguém para fugir comigo e navegar pelo mundo. Essa canção é simplesmente minha renúncia a tudo o que me prendia. Liberdade era o que eu mais prezava em um determinado momento da vida.



5. The Scientist, de Coldplay
A canção descreve a história de um grande amor e como ele foi desfeito. Eu costumava ouvi-la enquanto fazia planos para um futuro que não existiu.



6. Último Romance, de Los Hermanos
Amor. Amizade. Paixão. Coragem. Impulsos fizeram desta canção o tema de um momento marcante na minha vida.



7. Under The Bridge, de Red Hot Chilli Peppers
Por algum tempo, em Salvador, eu realmente vivi o que a letra diz: “às vezes sinto que meu único amigo é a cidade onde eu moro, a cidade dos anjos, tão solitária quanto eu, juntos nós choramos”. Além de Red Hot pertencer a minha adolescência, a banda se eternizou por toda a minha vida. Não apenas por essa única canção, mas muitas outras que já me fizeram ficar eufórico ou andar pelas ruas madrugada adentro, e que me trazem uma lucidez sobre o que devemos fazer ainda em vida



8. Concerning Hobbits, do longa LOTR
É sempre muito emocionante falar sobre Jussiape, das montanhas, do gramado verde que tomam as planícies, do ar puro invadindo os pulmões e de todos que vivem ali, do rio das Contas etc. A canção representa tudo o que eu vivi neste lugarejo: amigos, aventuras, romances, as escadarias da igreja, família e minha casa, que fica bem no centro da cidade, ao lado esquerda da capela.



9. Fix You, de Coldplay
E quando você descobre que está perdidamente apaixonado por alguém e que, talvez, ele nunca sentirá o mesmo que você sente por ele, e esse sentimento destroça o seu peito? É exatamente isso o que esta música representa para a minha história. 



10. Hier Encore, de Charles Aznavour
“Ontem ainda eu tinha vinte anos, acariciava o tempo e brincava de viver como se brinca de namorar, e vivia a noite, sem considerar meus dias que escorriam no tempo, eu fiz tantos projetos que ficaram no ar, alimentei tantas esperanças que bateram asas, que permaneço perdido sem saber aonde ir”. É a legenda fiel do que sinto muitas vezes ao me deparar com a passagem do tempo e com um vazio existencialista.