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Qual é o meu Deus?

Foto: Will Assunção/JUP

Um Deus para quem ama a poesia da vida, admira Woody Allen, poema de Carlos Drummond de Andrade e olha arrocha com respeito e aversão. Este Deus é cada vez mais frequente em quem não frequenta igreja para se dizer religioso e não é ateu suficiente para exterminar rituais, crenças e crônica de Rubem Braga. É gente como eu que é espiritualizada, mas sem religiosidade evidente. Falam de alguma forma em Deus, sem precisar personificá-lo ou torná-lo à própria imagem, com todas as estranhezas que nos é inerente. O meu Deus aparece nas visitas misteriosas que chegam sem aviso prévio, nos acontecimentos surpreendentes, nas músicas que vem quando precisamos e, principalmente, nas aventuras em que vivemos.

Quem nunca sentiu o corpo tomado por uma energia numa tarde de verão? Ou se emocionou ao olhar o mar quebrando suas ondas ao longo do horizonte? Deus está no dia a dia de quem gosta de viver com coragem e aceita as pessoas como elas são, dentro de suas próprias particularidades. Ele está presente até mesmo quando eu leio e entreteço um texto de Lucio Packter, que me inspirou a escrever este aqui. Um agnóstico pode conhecer mais a Deus do que qualquer religioso apegado à religião. Qual o rosto de Deus? Com certeza Ele se parece com muitas experiências humanas. Da felicidade da cura do câncer, da batalha vencida por uma mãe para salvar seu filho, ao holocausto nazista, da queda do World Trade Center, em 2001.

Deus está presente na vida daqueles que aceitam o pôr do sol como ato de renovação das esperanças e acredita em transformação ao longo do tempo. Encontre dessa forma o Deus que mais se parecer com você.