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Je suis blasé [um protesto cara dura]


Na vida, você com certeza irá trombar com todo tipo de gente que existe no mundo, inclusive com gente do meu tipo: blasé. Sim, eu confesso que boa parte do tempo, eu posso ser apático à moda Woody Allen; quer dizer, desinteressado por muita coisa que surge e que nos é ofertado diariamente e sistematicamente.

Não é uma questão de simples escolha ser blasé, mas se trata, talvez, de uma síndrome resultante de estímulos psicossociais. E, já que a primeira impressão é a que fica, geralmente, somos tachados de “pessoas as quais tudo tanto faz”. E, pensando cá com meus botões, isso só acontece porque o portador do quadro mais laureado de certo fetiche ao estilo Twiggy (não é por nada que a modelo se tornou ícone da síndrome de blasé) está inserido em um ambiente inadequado ao seu próprio ritmo de vida.

Há quem diga; melhor dar nomes aos bois, quer dizer às vacas pessoas. MARILIA NEUSTEIN, brilhante e irretocável blogueira do Estadão, disse que nós podemos fazer não exatamente cara de quem não gostou, mas uma cara de “sou maior do que isso”. E, olha guy, tende a ser VERDADE! Defeito insuportável ou senso crítico apurado, quando algo que não nos atrai (ou que achamos simplesmente uma merda!) é sugerido sem quase opções de recusa, somos acometidos por uma espécie de anti-impolgação.

É o caso da insistência de sua ida àquela festinha que alguns de seus amigos autoproclamam imperdível ou, na pior das hipóteses, conhecer alguém que ELES acham o guru das viagens e das conversas de mesa de bar.

Não tem jeito, eu sou um cara blasé.

Quando eu sei que eu não devo nada ao mundo, meus “desaforos” valem ouro. E é deste tipo de coisa que eu sempre digo: ter sempre consciência das nossas próprias navalhas, afinal o oprimido sempre pode ser alguém apto a desferir o último golpe.