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É fim de tarde no interior

Foto: Will Assunção/JUP

Ainda em cima de uma bicicleta arranjada com o meu pai, eu pude ver um ângulo de Jussiape que não via fazia alguns anos. Os fins de tarde em cidades do interior do Nordeste costumam ser bucólicos e preenchidos de lembranças com gosto de fruta do mato. Principalmente de gente que tem história de calçada e passou parte da infância pelas ruas repletas de casarios do século passado. O sol se pondo com preguiça e dourando os contornos da igreja, o cheiro do verde espalhado pelos canteiros e a vista dos morros, garantia a tranquilidade que transborda nas pessoas destes lugares. O ritual de encontrar os amigos, tão sagrado quanto a Ave Maria, religiosamente, tocada às dezoito no autofalante, são miudezas que não se medem com régua, mas com o coração leve de quem coleciona histórias de bancos de praça e de luas cheias.