Header Ads

LightBlog

A adoção do ‘lide’ na Redação da Jussi Up


Em jornalismo, o lide (lead em inglês) é a primeira parte do gênero notícia. O primeiro parágrafo traz ao leitor informação importantes e necessárias ao entendimento de determinado fato. A expressão inglesa lead tem, entre outras, a tradução de primeiro, guia ou (o que vem) à frente.

O lide costuma ser um elemento fundamental para a funcionalidade do texto do discurso jornalístico, que expressa a função das linhas iniciais de uma matéria, no intuito de atrair e conduzir o leitor aos demais parágrafos.

De modo geral, o lide deve responder a: o quê (a ação), quem (o agente), quando (o tempo), onde (o lugar), como (o modo) e por que (o motivo) se deu o fato central da história. No caso de não conseguir colocar todas as informações no início, o jornalista tem a opção de colocar o restante no sublead que representa o segundo parágrafo do assunto noticiado, prática comumente adotada pela Jussi Up.

O lide, portanto, deve informar qual é o fato jornalístico noticiado e as principais circunstâncias em que ele ocorre. Segundo Adelmo Genro Filho, em O Segredo da Pirâmide, o lide deve descrever a maior singularidade da notícia.

Já o lide do texto de reportagem ou de revista não tem necessidade de responder imediatamente às seis perguntas. A sua principal função é oferecer uma prévia, como a descrição de uma imagem, do assunto a ser abordado.

O lide deve ser objetivo e direto, evitando a subjetividade, e pautar mais pela exatidão, linguagem clara e simples. O leitor ganha interesse pela notícia quando o lide é bem elaborado e coerente.

CONTRÁRIO
Alguns críticos do jornalismo são contra ao uso do lide nos textos jornalísticos, pois alegam ser uma prática que elimina a criatividade dos jornalistas, que passaram a escrever de forma automática, sempre respondendo as seis perguntas. Outros são a favor, pois afirmam que há como ser criativo e dinâmico mesmo fazendo o tradicional uso do lide.

Para Dimas Kunsch, jornalista e filósofo, o jornalismo sem o lide seria melhor, argumenta que o mundo nem as pessoas cabem em um simples lide. Ricardo Noblat também se contrapõe a questão, e diz que o texto sem lide, que esteja mais próximo do literário, visualmente atrativo, tem mais significado.