Header Ads

LightBlog

Ao telefone com Peu


Numa conversa entre amigos, pelo celular, em plena madrugada de domingo para segunda eis que segue um diálogo um tanto quanto rebarbativo:

_ (...) é Will, então assim você vai ficar só, cara; vai terminar sem ninguém ao seu lado, diz Pedro cético, não levando a sério as suas próprias palavras.

_ Mas eu nunca questionei esse destino, ou o que quer que seja a força que rege a minha vida, disse.

_ Eu sei, vei, mas isso não é estranho? Não seria legal ter alguém ao seu lado?, questinou.

_ E você acha que eu não quero, Peu? Não é que não exista ninguém em minha vida, mas é que tudo parece tão complicado, além de eu constatar que, no fim, poucas pessoas me encantam! – riu, ao dizer o meu melhor clichê favorito – e além do mais, as pessoas por quem desperto interesse parecem não sentir o mesmo, completei, podendo sentir o peso do meu próprio existencialismo.

_ Eu tô ligado, bicha!, soltou de forma espontânea.  

_ Eu sei que sim, besta, respondi.

_ Ô, vei, eu tô com saudade de você, mano, disse com a leveza da sinceridade que Pedro possuía quando falava a verdade.

_ Eu também, Pedroca!, afirmei.

_ Quando é que você vem aqui me ver?, indagou.

_ Ver você?, sorrio deliberadamente.

_ Sou seu brother, vei, respondeu quase que estranhando meu questionamento.

_ Eu, sei! Pois é, eu acho que no fim do ano, cara. Mas, me diga, como anda a sua vida?, perguntei.

_ De boa! Cheio de mulheres aos meus pés, como sempre, respondeu sem nenhum constrangimento.

_ Sei! Sei!, jovem soberano. É isso, Pedroca, eu tenho que ir dormir, pois amanhã acordo cedo, cara, anuncio.

_ Beleza, vei. Vá lá! Beijo, se despede.

_ Beijo, Peu. A gente se fala, completo minha despedida.

_ Falou, finaliza.