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Análise sintática (2): sujeito


O sujeito é a quem ou a que atribuímos à ação do verbo, segundo muitos gramáticos. Mas há aqueles que preferem explicar o sujeito como alguém ou algo de quem ou do que se fala. O sujeito é facilmente identificado na oração através da utilização do método de perguntas, por exemplo: O ajudante da loja correu muito com o veículo. Logo, ao responder a pergunta “quem correu muito com o veículo?” identificará o sujeito da oração que, nesse caso, é “o ajudante da loja”.

Os sujeitos são classificados em:

Sujeito determinado: quando o sujeito é identificado na oração. Nesse caso, o sujeito pode ser simples, composto, oculto.

Sujeito indeterminado: quando o sujeito não é identificado na oração.

Sujeito inexistente: quando as orações são construídas com verbos impessoais, os quais não admitem agentes de ação.

TIPOS DE SUJEITO
Sujeito simples
O sujeito simples é formado por um núcleo, ou seja, um termo principal, por exemplo:

O empregado da casa vendeu seu carro. (núcleo: empregado)
Eles estão sempre omitindo a verdade. (núcleo: Eles)
A folha caiu. (núcleo: folha)

Sujeito composto
O sujeito composto é aquele formado por dois ou mais núcleos, por exemplo:

Ana Maria e Joaquim terminaram o namoro. (núcleos: Ana Maria, Joaquim);
Eu, você e o nosso cão aqui, perdidos mais uma vez. (núcleos: Eu, você, cão);
Livros e cinema são o meu passatempo preferido. (núcleos: Livros, cinema).

Sujeito oculto
O sujeito oculto, também chamado de elíptico, desinencial ou implícito, é aquele que não está declarado na oração. Apesar disso, ele é classificado como determinado porque pode ser identificado pelo contexto e pela conjugação verbal presente na oração, por exemplo:

No trajeto para casa, (eu) passei pelo parque da cidade.
Note que pela conjugação verbal passei é fácil identificar a primeira pessoa do singular eu. Logo, No trajeto para casa, (eu) passei pelo parque da cidade.

(Nós) Gostamos de pular Carnaval.
(Ela/ele/Você) Levou tudo para casa.

Sujeito indeterminado
O sujeito indeterminado é aquele que não podemos identificar o agente da ação, nem pelo contexto, nem pela terminação verbal do enunciado. A despeito de o sujeito ser um termo essencial na oração, o sujeito inexistente pode se manifestar pelo desconhecimento ou desinteresse do agente que executa a ação.

Além disso, também acontece quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada. Há três maneiras de identificá-lo:

1) com verbo na 3.ª pessoa do plural
Quando o verbo está na terceira pessoa do plural e não se refere a nenhum substantivo citado anteriormente na oração, por exemplo:

Disseram que ele foi eleito.
Capturaram o fugitivo.
Falavam mal o tempo todo.

2) com pronome se e verbo intransitivo, transitivo indireto ou de ligação na 3.ª pessoa do singular (de modo que não se consegue identificar quem pratica a ação), por exemplo:

Acorda-se feliz (VI).
Necessita-se de pessoas jovens (VTI).
Nem sempre se é justo nesse mundo (VL).

3) com verbo no infinitivo pessoal, por exemplo:

É difícil agradar a todos.
Seria bom pesquisar mais sobre o assunto.
Era bom viajar pelo mundo!

No que diz respeito ao sentido, a principal diferença entre as duas formas de sujeito indeterminado é que a pessoa que fala não se inclui no discurso Reclamam de tudo, mas pode estar incluída no discurso Reclama-se de tudo.

Sujeito inexistente
Nas orações sem sujeito, o sujeito é inexistente uma vez que são constituídos por verbos impessoais, ou seja, que não admitem agentes da ação, como é o caso de:

1) verbos que indicam fenômenos da natureza (amanheceu, anoiteceu, choveu, nevou, ventou, trovejou, etc.).

2) verbo haver, quando empregado com sentido de existir, acontecer e indicando tempo passado.

3) os verbos ser, fazer, haver, estar, ir e passar indicando tempo ou distância.

Exemplos:
Trovejou durante a noite.
Há boas palestras no congresso.
Está na hora do intervalo.

Núcleo do sujeito
É importante identificar o núcleo do sujeito, ou seja, o seu termo mais importante. Quando o sujeito é seguido de artigos, por exemplo, o núcleo é apenas o substantivo que vem depois dele.

Assim, embora artigo e substantivo sejam o sujeito, o seu núcleo é aquilo que semanticamente tem mais importância, por exemplo:

1) As meninas cantaram lindamente.
sujeito: As meninas.
núcleo do sujeito: meninas.

2) Os avós, os pais e seus filhos viviam na quinta.
sujeito: Os avós, os pais, seus filhos.
núcleo do sujeito: avós, pais, filhos.