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ANÁLISE MORFOLÓGICA (39): conjunção


A conjunção é um termo que liga duas orações ou duas palavras de mesmo valor gramatical, estabelecendo uma relação entre eles.

Vamos aos exemplos:
Ele joga futebol e basquete. (dois termos semelhantes)
Eu iria ao jogo, mas estou sem companhia. (duas orações)

Classificação das Conjunções
As conjunções são classificas em dois grupos: coordenativas e subordinativas.

Conjunções Coordenativas
As conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas orações independentes. São divididas em cinco tipos:

Aditivas (e, nem, não só [...] mas também, não só [...] como também). Exprimem soma, adição de pensamentos.

Ana não fala nem ouve.

Adversativas (mas, porém, contudo, entretanto, no entanto, todavia). Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos.

Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor futebol.

Alternativas (ou [...], ou; já [...] já; ora [...], ora; quer [...], quer; seja [...], seja). Exprimem escolha de pensamentos.

Ou você vem conosco, ou você não vai.

Conclusivas (logo, por isso, pois (quando vem depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim). Exprimem conclusão de pensamento.

Chove bastante, portanto a colheita está garantida.

Explicativas (que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo), porquanto, por conseguinte). Exprimem razão, motivo.

Não choveu, porque nada está molhado.

Conjunções Subordinativas
As conjunções subordinativas servem para ligar orações dependentes uma da outra e são divididas em dez tipos:

Integrantes (que, se). Introduzem orações subordinadas com função substantiva.

Quero que você volte já. Não sei se devo voltar lá.

Causais (que, porque, como, pois, visto que, já que, uma vez que). Introduzem orações subordinadas que dão ideia de causa.

Não fui à aula porque choveu. Como fiquei doente não pude ir à aula.

Comparativas (que, do que, como). Introduzem orações subordinadas que dão ideia de comparação.

Meu professor é mais inteligente do que o seu.

Concessivas (embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que, por mais que, por melhor que). Iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração principal.

Vou à praia, embora esteja chovendo.

Condicionais (caso, contanto que, salvo se, desde que, a não ser que). Iniciam orações subordinadas que exprimem hipótese ou condição para que o fato da oração principal se realize ou não.

Se não chover, irei à praia.
Conformativas (segundo, como, conforme). Iniciam orações subordinadas que exprimem acordo, concordância de um fato com outro.

Cada um colhe conforme semeia.

Consecutivas (que, de forma que, de modo que, de maneira que). Iniciam orações subordinadas que exprimem a consequência ou o efeito do que se declara na oração principal.

Foi tamanho o susto que ela desmaiou.

Temporais (logo que, antes que, quando, assim que, sempre que). Iniciam orações subordinadas que dão ideia de tempo.

Quando as férias chegarem, viajaremos.

Finais (a fim de que, para que). Iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade.

Estamos aqui para que ele fique tranquilo.

Proporcionais (à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto menor, quanto melhor). Iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simultaneidade.

Quanto mais trabalho, menos recebo.