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Quais as principais diferenças entre os textos dissertativo, argumentativo e dissertativo-argumentativo?



Antes de mais uma palavra, é bom lembrar que a redação do Enem tende a ser quase sempre dissertativo-argumentativa, certo?

Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, ou seja, discorrer sobre ele. Assim, o texto dissertativo pertence ao grupo dos textos expositivos, juntamente com o texto de apresentação científica, o relatório, o texto didático, o artigo enciclopédico.

O texto dissertativo não está preocupado com a persuasão, e, sim, com a transmissão de conhecimento, sendo, portanto, um texto informativo.

Os textos argumentativos, ao contrário, têm por finalidade principal persuadir o leitor sobre o ponto de vista do autor a respeito do assunto. Quando o texto, além de explicar, também persuade o interlocutor e modifica seu comportamento, temos um texto dissertativo-argumentativo.

O texto expositivo apresenta informações sobre um objeto ou fato específico, sua descrição, a enumeração de suas características. Esse deve permitir que o leitor identifique, claramente, o tema central do texto.

O texto dissertativo-argumentativo tem como principais características a apresentação de um raciocínio, a defesa de um ponto de vista ou o questionamento de uma determinada realidade. O autor se vale de argumentos, de fatos, de dados, que servirão para ajudar a justificar as ideias que ele irá desenvolver.

As três características básicas de um texto dissertativo-argumentativo são:

- Apresentação do ponto de vista
- Discussão dos argumentos
- Análise crítica do texto

O texto argumentativo defende uma ideia, opinião ou ponto de vista, procurando fazer com que o leitor acredite nele. Para conseguir esse objetivo, utilizamos os argumentos.

Tipos de argumentos
Argumento de autoridade – se apoia no conhecimento de um especialista da área. É um modo de trazer para o texto o peso e a credibilidade da autoridade citada.

Argumento de consenso – alguns enunciados não exigem a demonstração de um especialista para que se prove o conteúdo argumentado. Nesse caso, não precisamos citar uma fonte de confiança.

Vamos ao exemplo:
“O investimento na Educação é indispensável para o desenvolvimento econômico do país”.

Repare que essa afirmação não precisa de embasamento teórico, pois é um consenso global.

Argumento fundamentado na comprovação pela experiência ou observação – fundamentada na documentação com dados que comprovam ou confirmam sua veracidade.

Vamos ao exemplo:
“O acaso pode dar origem a grandes descobertas científicas”.

Argumento fundamentado na lógica – tem como base as operações de raciocínio lógico, tais como as implicações de causa e efeito, consequência e causa etc.

Vamos ao exemplo:
“Ao se admitir que a vida humana é o bem mais precioso do homem, não se pode aceitar a pena de morte, uma vez que existe sempre a possibilidade de um erro jurídico que, no caso, seria irreparável”.