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O pé de Nick


Foto: ReproduçãoJovens com idades entre 16 e 25 anos podiam ser ouvidos naquele salão, em alguma avenida de Nova York. Era mês de setembro e muita coisa ou tudo acontecia. Lá dentro, luzes amarelas e o cheiro de cigarro cruzavam o caminho dos desajustados da capital do mundo. Era o primeiro de vários concertos que iriam suceder na semana que se seguia, mas todos queriam estar presentes naquele instante. Uma mão ajeitava a gravata no meio do palco, enquanto que, do outro lado, os últimos ajustes na guitarra causavam uma euforia ao público ansioso. Risadas e o cheiro do álcool poderiam ser sentidos no local. Este tênis, sujo e desgastado, talvez velho, seja emblemático, e carrega sua própria história, um estilo. Rock não é para qualquer um, inclusive. Algumas pessoas podiam entender do que se tratavam as canções; e, ao ver este pé posicionado, sabiam que no fundo, solos de guitarra estavam compondo o que viria ser o melhor da música de várias gerações de garotos de cabelos bagunçados. Este é o pé de Nick Valensi.