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ANÁLISE MORFOLÓGICA (31): desinências


As desinências são morfemas (são as menores unidades de significação que formam as palavras e são classificados em desinência, raiz, radical, afixo, tema e vogal temática) que se juntam à parte final das palavras variáveis com o intuito de assinalar as suas flexões, por isso são também chamadas de morfemas flexionais.

As desinências podem ser nominais ou verbais.

Desinências Nominais
As desinências nominais indicam gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural) dos substantivos, dos adjetivos e de alguns pronomes.



Exemplos:
O aluno atencioso prestou atenção na aula.
Os alunos atenciosos prestaram atenção nas aulas.
A aluna atenciosa prestou atenção na aula.
As alunas atenciosas prestaram atenção nas aulas.

O plural geralmente é indicado pela desinência – s. Algumas palavras terminadas com s, todavia, formam plural com o acréscimo de – es.

Exemplos: meses, países, portugueses.

Assim, muitas vezes, a ausência do – s indica o singular; é o que chamamos de desinência zero.

Desinências Verbais
As desinências verbais indicam flexões do verbo: número e pessoa, modo e tempo. Desta forma se dividem em:

Desinências modo-temporais (DMT)
Quando indicam os modos (indicativo, subjuntivo e imperativo) e os tempos (presente, passado e futuro).

Desinências número-pessoais (DNP)
Quando indicam o número (singular e plural) e as pessoas (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas).



Não confunda!
Desinência e vogal temática são diferentes. Enquanto a desinência indica o gênero, a vogal temática indica a que conjugação o verbo pertence, ao mesmo tempo que o prepara para receber as desinências que tornam possível a sua conjugação.