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ANÁLISE MORFOLÓGICA (29.1): vozes verbais


As vozes verbais são a forma como os verbos se apresentam na oração a fim de determinar se o sujeito pratica ou recebe a ação. As vozes verbais, ou vozes do verbo, podem ser de três tipos: ativa, passiva ou reflexiva.

Voz ativa
Na voz ativa o sujeito é agente, ou seja, pratica a ação.

Exemplos:
Bia tomou o café da manhã logo cedo.
Aspiramos a casa toda.
Já fiz o trabalho.

Voz passiva
Na voz passiva o sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas recebe a ação. A voz passiva pode ser analítica ou sintética.

Formação da voz passiva analítica
A voz passiva analítica é formada por: sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) + verbo principal da ação conjugado no particípio + agente da passiva.

Exemplos:
O café da manhã foi tomado por Bia logo cedo.
A casa toda foi aspirada por nós.
O trabalho foi feito por mim.

Formação da voz passiva sintética
A voz passiva sintética, também chamada de voz passiva pronominal (devido ao uso do pronome se) é formada por: verbo conjugado na 3.ª pessoa (no singular ou no plural) + pronome apassivador "se" + sujeito paciente.

Exemplos:
Tomou-se o café da manhã logo cedo.
Aspirou-se a casa toda.
Já se fez o trabalho.

Voz reflexiva
Na voz reflexiva o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo, uma vez que o sujeito pratica e recebe a ação.

Formação da voz reflexiva
A voz reflexiva é formada por:

Verbo na voz ativa + pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos), que serve de objeto direto ou, por vezes, de objeto indireto, e representa a mesma pessoa que o sujeito.

Exemplos:
Atropelou-se em sua próprias palavras.
Partiu-se todo naquele jogo de futebol.
Olhei-me ao espelho.
Voz reflexiva recíproca

A voz reflexiva também pode ser recíproca. Isso acontece quando o verbo reflexivo indica reciprocidade, ou seja, quando dois ou mais sujeitos praticam a ação, ao mesmo tempo que também são pacientes.

Exemplos:
Eu, meus irmãos e meus primos damo-nos bastante bem.
Os dias e as noites passam-se sem que haja qualquer novidade.
Sofia e Lucas amam-se.

Vozes verbais e sua conversão
Geralmente, por uma questão de estilo, podemos transpor orações que têm a voz verbal ativa para orações que têm a voz verbal passiva. Ao fazer a transposição, o sujeito da voz ativa torna-se o agente da passiva e o objeto direto da voz ativa torna-se o sujeito da voz passiva.

Exemplo na voz ativa: Aspiramos a casa toda.
Sujeito da ativa: Nós (oculto)
Verbo: Aspiramos (transitivo direto)
Objeto direto: a casa toda.

Exemplo na voz passiva: A casa toda foi aspirada por nós.

Sujeito: A casa toda
Verbo auxiliar: foi
Verbo principal: aspirada
Agente da passiva: por nós.

Observe que o verbo auxiliar foi está no mesmo tempo verbal que o verbo aspiramos estava na oração cuja voz é ativa. O verbo aspiramos na oração cuja voz é passiva está no particípio. Assim, a oração transposta para a voz passiva é formada da seguinte forma:

Sujeito + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) conjugado no mesmo tempo verbal que o verbo principal da oração na voz ativa + verbo principal da ação conjugado no particípio + agente da passiva.

É importante lembrar que somente os verbos transitivos admitem transposição de voz. Isso porque uma vez que os verbos intransitivos não necessitam de complemento, não têm objeto que seja transposto em sujeito.