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ANÁLISE MORFOLÓGICA (17): pronomes pessoais do caso reto


Os pronomes pessoais do caso reto são aqueles que têm a função de sujeito ou de predicativo do sujeito: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas.

Exemplos:
Eu entreguei a requisição hoje. (sujeito)
A felizarda é ela. (predicativo)

Os pronomes tu e vós também podem ter a função de vocativo:
Tu, que sabes tudo, vem à frente e explica.
“Ó vós, que não sabeis do Inferno, olhai, vinde vê-lo...!” (Cecília Meireles)

São os pronomes pessoais retos que, no discurso, indicam:
Quem fala: primeira pessoa do singular (eu) ou do plural (nós)
Com quem se fala: segunda pessoa do singular (tu) ou do plural (vós)
De quem se fala: terceira pessoa do singular (ele, ela) ou plural (ele, elas).

Muitas vezes, esses pronomes são omitidos nas orações. Isso porque a desinência verbal já dá a indicação da pessoa a que se refere:
(Eu) Falo com todo mundo.
(Tu) Cantas todo o dia.
(Ele) Costuma ser crítico.
(Nós) Vamos ao teatro hoje?
(Vós) Sabeis o que dizes?
(Eles) Foram embora?

No cotidiano, os pronomes pessoais do caso reto costumam ser usados como complemento verbal (penteei ela hoje). Mas, a língua culta não aceita essa forma, afinal, essa é a função dos pronomes pessoais do caso oblíquo (penteei-a hoje).

Por vezes, os pronomes ele(s)/ela(s), nós e vós são acompanhados de preposição. Nesses casos, esses pronomes são oblíquos.

Exemplos:
Dê a ele a sugestão. Ou: Dê-lhe a sugestão. (objeto indireto);
Falaram sobre nós? (objeto indireto).