Header Ads

LightBlog

2010, o ano da minha vida!

Foto: Will Assunção/JUP

Seria impossível fazer uma retrospectiva do ano de 2010 com detalhes de que eu gostaria, pois deixaria para trás vários momentos que, mesmo pequenos, foram importantes para a construção de uma vida de muitas conquistas no território da minha existência. É possível dizer que esse período talvez tenha sido o mais intenso da minha vida, ora porque eu me despedia da minha adolescência, ora porque o destino quis assim.

Foi em 2010 que venci uma guerra traçada sem a mínima intenção, por motivo da minha exuberante e excêntrica existência; foi neste ano também que acredito ter vivido meus maiores romances e amores, e conheci o significado de muitos outros sentimentos, como saudade, paz, liberdade e sucesso. O que acabou refletindo em meu crescimento como pessoa - e energia que sou.

O ano de 2010 começou me presenteando com minha formatura, a universidade agora era algo que eu já tinha conquistado. Logo veio meu feito em grandes êxitos profissionais, projetos brilhantes os quais participei e aprendi a trabalhar na prática com aquilo que eu viria a iniciar um casamento apaixonado: a comunicação. Tive a maravilhosa experiência de viver um dos meus melhores “2 de Iemanjá” na companhia de grandes amigos.

Logo após, fui presenteado com um dos meus melhores carnavais da minha vida, O Carnaval de Rio de Contas 2010, o Carnaval da “FelizCidade”. Foi nele onde vivi grandes emoções, como o leve e passageiro “amor de carnaval”; e neste mesmo momento que tudo que eu sempre esperava de um carnaval aconteceu: viver a magia de um romance ao som de antigas marchinhas e acordar ainda com o gosto do beijo na boca numa terra maravilhosa que é a Chapada Diamantina, Bahia.

Conquistei grandes amigos, alguns deles, sei que serão para a eternidade; quebrei obstáculos dentro de mim mesmo, destruí tabus em cima de um palco, mudei muitas vezes de opinião. Corri para longe, fugindo de todos, deixando tudo para trás apenas para ver quem corria atrás de mim. Afastei para saber que as pessoas sobrevivem perfeitamente sem a minha presença. Esqueci muita coisa que julgava saber, e aprendi de novo muita coisa que havia esquecido.

Fui reconhecido pelo meu trabalho e pelo o que eu gosto de fazer. Descobri que a saudade será um sentimento para toda a vida e que sem ela boa parte do que vivemos não teria a menor graça nem sentido. Descobri que os melhores amigos são os melhores amantes (mas, alguns são irmãos!).

Amor, ah, o amor. Eu vim saber o que realmente é o amor, muito além dos grandes romances de literatura, filmes e letras de músicas. Amar na prática é muito mais saudável para a alma. O São João na Chapada Diamantina me fez lembrar um de meus poetas preferidos, Carlos Drummond de Andrade. Namorei no portão. Senti o gosto da chuva e andei pelo mato.

Descobri que posso não ser tão ateu, mas nenhum deus com mais de 2 mil anos me encanta mais. Aprendi admirar a física quântica e todos os seus mistérios envoltos.

Tive a certeza de que família pode ser uma das coisas mais importantes em nossas vidas, e que coisas de rebelde sem causa (talvez tenha sido o meu caso) fazem sentido, sim! Sem elas, eu nem sei quem eu seria hoje. Foi neste ano que voltei para casa e soube o significado da frase: “lar, doce lar”.

Sobrevivi ao meu primeiro amor e até então eu não me sentia adulto e, por conta disso, precisava reviver minha adolescência meio perdida e desastrosa.

Alguns sonhos foram destruídos, outros erguidos com o mesmo brilho de uma estrela no céu numa noite de verão. Foi em 2010 que talvez eu tenha encontrado o grande amor da minha vida, aquele do qual a gente se lembra de quando fica velho e diz com uma certeza genuína de quem viveu um dos mais importantes e inesquecíveis momentos da vida: “Ele foi o grande amor da minha vida”. Estando juntos ou não.

Foram nestes doze meses que descobri mina paixão pela fotografia e que minhas lentes acabariam registrando momentos eternos.

Continuo dramático, intenso e um romântico incorrigível. Minha trilha sonora tinha sido escolhida, nada mais justo do que The Strokes para compor o set list deste ano; cansei de me manter escondido em portas de madeira; declarei-me e falei alto e em bom tom: “EU TE AMO” sem medo de ser feliz.

Conselhos nem sempre funcionam, portanto apenas segui com coragem os que o meu coração ouviu. Os sonhos não acabam, as pessoas, sim, quando deixam de sonhar. E é por isso que todas os meus segredos, as minhas muitas e pouco explícitas declarações de amor, meus exageros, meus olhares terceiras intenções, meus abraços, meus dramas, constituem o meu desejo de oferecer todo amor que houver nessa vida.

Com amor, Will.