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Página no Facebook faz série de denúncias contra modelo predatório adotado pelo Carnaval de Rio de Contas

Foto: Movimento Reinventando o Carnaval de Rio de Contas

Nos últimos dias, uma página no Facebook fez uma série de denúncias contra a prática do turismo predatório que molda atualmente o Carnaval de Rio de Contas. A página, que se descreve como instrumento do Movimento Reinventando o Carnaval de Rio de Contas, é resultado de diversas ações de moradores interessados em opinar de forma ativa e colaborativa sobre o maior evento cultural da cidade.

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Segundo a página do Movimento, um grupo de residentes de Rio de Contas já havia proposto ao poder público do município sugestões para que o Carnaval se mantivesse de forma sustentável. A Câmara de Rio de Contas, no entanto, já havia informado também que havia aprovado uma lei que torna proibido a utilização de recursos públicos para a contratação de grupos artísticos que tenham em seu repertório músicas com letras que incentivem ou naturalizem a violência contra a mulher.

Na descrição do Movimento na página, é possível encontrar a preocupação dos integrantes com a regulamentação do uso de paredões de som, uma questão sonora que o grupo considera grave nas ruas de Rio de Contas, seja na circulação de veículos no centro histórico, seja na fiscalização e multas referentes aos abusos cometidos por turistas e visitantes.
Carnaval 2018 de Rio de Contas

PLACAS ARRANCADAS
Na sexta-feira (9), o Movimento registrou caos na Rua Dois de Julho e, segundo a página, placas indicativas de proibido estacionar foram arrancadas, além de a rua ser fechada por foliões e o trânsito ficar interditado nessa área. Integrantes do Movimento afirmaram que paredões de som tomaram as vias públicas e carros foram estacionados em locais proibidos.

Em um vídeo divulgado pelo Movimento Reinventando o Carnaval de Rio de Contas, um paredão de som ficou estacionado em um local onde há patrimônios arquitetônicos tombados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

TRÂNSITO CAÓTICO
Segundo informações da página, no domingo (11), o trânsito ficou paralisado em diversos pontos da cidade, após foliões a pé e diversos carros tomarem as vias de acesso. No mesmo dia, carros continuaram estacionados em locais proibidos ao som dos paredões automotivos. Houve também queixas de homens e mulheres urinando nas ruas becos, além dos paredões de som terem ultrapassado os decibéis permitidos por lei.

DOMINOU DE VEZ!



A esquina de um prédio do IPHAN, ao lado da Prefeitura, principal via de acesso de saída dos veículos, se transformou em um carnaval de paredões, publicou o Movimento. “Ninguém entra, ninguém sai”, descreveu a página que filmou o corrido. A via de acesso ficou interditada pelos foliões no domingo de carnaval.

Mesmo com paredão rebocados por pressão de populares, foliões na Rua dois de Julho, na esquina da Prefeitura e IPHAN, continuaram com som que acabou se transformando em uma baderna generalizada, segundo o Movimento, que acompanhou o Carnaval de Rio de Contas neste ano com uma série de denúncias. De acordo com a página, de domingo, à noite, até a segunda-feira (12), às 8h, o volume ensurdecedor dos paredões perturbou o sono de moradores e visitantes.

UMA CIDADE ‘SEM LEI’



O Movimento Reinventando o Carnaval de Rio de Contas relata que a baderna tomou conta da principal via de saída dos carros do Centro Histórico de Rio de Contas, e a Rua Dois de Julho esteve praticamente interditada na segunda-feira de carnaval depois de paredões e carros ficar estacionados em locais proibidos. Houve registros de várias garrafas de vidro quebradas pelo chão, homens e mulheres urinando e defecando em locais públicos, volume dos paredões ultrapassando o volume estabelecido por lei durante todo o dia e madrugada.

“Alguém sabe dizer onde estão os banheiros químicos deste carnaval, além da pequena quantidade atrás do palco Axé? Moradores aguardam agonizados o último dia de festa para descansarem”, reclama o página.

CORTEJO DAS BAIANAS



Em meio a carros com paredões de som, estruturas metálicas, estacionamentos e veículos espalhados pelo Centro Histórico de Rio de Contas, o tradicional Cortejo das Baianas se locomoveu com dificuldade pelas ruas da cidade. No vídeo, é possível ver os foliões fantasiados de baianas, principalmente crianças, procurando um espaço para continuar rumando ao cortejo. Um motorista estacionado em local proibido foi vaiado por quem participava do cortejo. “Mais uma prova de que o modelo de carnaval atual precisa ser revisto”, anunciou a página.